Moraes determina prisão de réus do núcleo 4 por trama do 8 de janeiro

Sete condenados tiveram prisão definida

Publicado em 10/04/2026, às 16h06
Agência Brasil
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Por Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a prisão definitiva de sete condenados do Núcleo 4 do 8 de janeiro, após o fim da possibilidade de recursos no processo, impactando a responsabilização por ações de desinformação durante as eleições de 2022.

Os condenados foram acusados de disseminar notícias falsas e atacar instituições, com mandados de prisão enviados ao Exército, resultando na detenção de três militares, enquanto outros réus permanecem foragidos ou fora do país.

A defesa dos acusados argumentou pela absolvição, alegando falta de descrição de atos criminosos, mas as condenações foram mantidas, e a situação atual envolve a execução das penas e a busca pelos foragidos.

Resumo gerado por IA

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (10) a prisão definitiva de sete condenados do Núcleo 4 da trama dos ataques de 8 de janeiro ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A medida foi determinada após o Supremo declarar o trânsito em julgado do processo, ou seja, o fim de possibilidade de apresentação de recursos.

O grupo foi condenado pela acusação de promover ações de desinformação para propagar notícias falsas sobre o processo eleitoral e ataques virtuais a instituições e autoridades, em 2022.

O mandado que autorizou as prisões foi enviado ao Exército, que prendeu, nesta manhã, o major da reserva Ângelo Martins Denicoli, o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida.

O policial federal Marcelo Araújo Bormevet já estava preso preventivamente e passará a cumprir pena definitiva.

A execução da condenação contra Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, não foi cumprida. Ele é considerado foragido desde dezembro do ano passado, quando foi alvo de um mandado de prisão preventiva.

O coronel do Exército Reginaldo Vieira de Abreu também não foi preso. Ele está nos Estados Unidos.

Ainda não há informações sobre o cumprimento da prisão do major da reserva Ailton Gonçalves Moraes Barros.

Defesa

Durante o julgamento do caso, ocorrido em outubro do ano passado, a defesa dos acusados defendeu a absolvição dos réus e argumentou que a acusação não descreveu atos criminosos que teriam sido cometidos.

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