Sete condenados tiveram prisão definida
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a prisão definitiva de sete condenados do Núcleo 4 do 8 de janeiro, após o fim da possibilidade de recursos no processo, impactando a responsabilização por ações de desinformação durante as eleições de 2022.
Os condenados foram acusados de disseminar notícias falsas e atacar instituições, com mandados de prisão enviados ao Exército, resultando na detenção de três militares, enquanto outros réus permanecem foragidos ou fora do país.
A defesa dos acusados argumentou pela absolvição, alegando falta de descrição de atos criminosos, mas as condenações foram mantidas, e a situação atual envolve a execução das penas e a busca pelos foragidos.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (10) a prisão definitiva de sete condenados do Núcleo 4 da trama dos ataques de 8 de janeiro ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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A medida foi determinada após o Supremo declarar o trânsito em julgado do processo, ou seja, o fim de possibilidade de apresentação de recursos.
O grupo foi condenado pela acusação de promover ações de desinformação para propagar notícias falsas sobre o processo eleitoral e ataques virtuais a instituições e autoridades, em 2022.
O mandado que autorizou as prisões foi enviado ao Exército, que prendeu, nesta manhã, o major da reserva Ângelo Martins Denicoli, o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida.
O policial federal Marcelo Araújo Bormevet já estava preso preventivamente e passará a cumprir pena definitiva.
A execução da condenação contra Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, não foi cumprida. Ele é considerado foragido desde dezembro do ano passado, quando foi alvo de um mandado de prisão preventiva.
O coronel do Exército Reginaldo Vieira de Abreu também não foi preso. Ele está nos Estados Unidos.
Ainda não há informações sobre o cumprimento da prisão do major da reserva Ailton Gonçalves Moraes Barros.
Defesa
Durante o julgamento do caso, ocorrido em outubro do ano passado, a defesa dos acusados defendeu a absolvição dos réus e argumentou que a acusação não descreveu atos criminosos que teriam sido cometidos.
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