O ministro Alexandre de Moraes, do STF, ordenou que o governo do Rio de Janeiro envie as imagens da Operação Contenção à Polícia Federal, após a PF não conseguir acessar vídeos previamente enviados, o que é crucial para investigar a legalidade da operação que resultou na morte de 121 pessoas.
A Operação Contenção, realizada em outubro do ano passado, envolveu as polícias civil e militar e teve um saldo trágico, incluindo a morte de quatro policiais, todos supostamente ligados ao Comando Vermelho.
Moraes já havia estabelecido um prazo para o envio das imagens, que foi cumprido, mas a falta de acesso aos arquivos levou à nova determinação, destacando a importância da análise pericial para garantir a segurança técnica nas investigações.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (17) que o governo do estado do Rio de Janeiro envie à Polícia Federal (PF), em mídia física, as imagens capturadas durante a Operação Contenção, deflagrada no ano passado.
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A operação foi deflagrada em outubro do ano passado pelas polícias civil e militar e terminou com a morte de 121 pessoas que seriam ligadas à organização criminosa Comando Vermelho (CV), além de quatro policiais.
A decisão foi tomada após a PF informar ao Supremo que não conseguiu acessar os links dos 945 vídeos que já foram enviados para a corporação, que será responsável pela perícia do material.
No mês passado, Moraes deu prazo de 15 dias para o governo estadual enviar as imagens para a PF. A determinação foi cumprida, mas os peritos não conseguiram acessar os arquivos.
Na decisão proferida hoje, o ministro disse que a análise das imagens é crucial para as investigações sobre a legalidade da operação.
“Diante desses entraves mostra-se necessário que o material seja disponibilizado de forma a permitir o trabalho pericial em sua integralidade e com a devida segurança técnica”, afirmou.
A decisão do ministro foi tomada no processo conhecido como ADPF das Favelas - Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635. Na ação, a Corte já determinou diversas medidas para redução da letalidade durante operações em comunidades do Rio de Janeiro.
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