Morre ex-diretor do FBI que revelou interferência russa nas eleições dos EUA em 2016; 'Estou contente', diz Trump

Publicado em 21/03/2026, às 21h03
Robert Mueller, o ex-diretor do FBI - Foto: Domínio público
Robert Mueller, o ex-diretor do FBI - Foto: Domínio público

Por g1

Robert Mueller, ex-diretor do FBI e responsável pela investigação da interferência russa nas eleições de 2016, faleceu aos 81 anos, gerando reações polarizadas, incluindo um comentário controverso de Donald Trump, que expressou satisfação com a morte de Mueller.

A investigação liderada por Mueller revelou uma campanha russa de ataques cibernéticos e propaganda, resultando em 34 acusações relacionadas à interferência, mas não incluiu indiciamento de Trump, o que gerou descontentamento entre os democratas.

Mueller, veterano da Guerra do Vietnã e diretor do FBI por 12 anos, foi chamado de volta ao serviço público em 2017 para investigar a interferência russa, e sua morte ocorre sem divulgação das causas, embora tenha sido relatado que ele sofria de Mal de Parkinson.

Resumo gerado por IA

Robert Mueller, o ex-diretor do FBI que documentou a interferência da Rússia nas eleições norte-americanas de 2016 e seus contatos com a campanha de Donald Trump, morreu neste sábado (21) aos 81 anos, segundo noticiou a imprensa norte-americana.

Trump disse estar "contente" ao comentar a morte do ex-diretor. "Robert Mueller acaba de morrer. Que bom, estou contente que ele esteja morto. Ele não pode mais prejudicar pessoas inocentes!", escreveu, em sua rede social Truth Social.
Mueller liderou as investigações que identificaram a interferência da Rússia nas eleições presidenciais em 2016. Donald Trump venceu o pleito naquele ano.

A investigação expôs o que Mueller descreveu como uma campanha russa de ataques cibernéticos e propaganda para semear discórdia nos EUA e afetar a imagem da candidata democrata à presidência em 2016, Hillary Clinton, e impulsionar Trump, o candidato preferido do Kremlin.
Após a divulgação do relatório, 34 pessoas nos EUA, incluindo vários associados a Trump, além de oficiais da inteligência russa e três empresas da Rússia, foram formalmente acusadas de interferência nas eleições. Mas Mueller acabou não indiciando o presidente republicano, o que decepcionou muitos democratas.


A Rússia negou a interferência nas eleições.

Veterano condecorado da Guerra do Vietnã, Mueller passou a liderar o FBI após os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos pela Al-Qaeda. Ele ficou 12 anos no cargo. As causas da morte não foram divulgadas. O jornal norte-americano "The New York Times" noticiou no ano passado que Mueller sofria de Mal de Parkinson.


Mueller se aposentou após 12 anos como diretor do FBI em 2013, mas foi convocado de volta ao serviço público por um alto funcionário do Departamento de Justiça quatro anos depois, como conselheiro especial para assumir uma investigação sobre a interferência da Rússia nas eleições, após a demissão de James Comey, então diretor do FBI, por Trump.

Gostou? Compartilhe