Morre paciente que recebeu transplante de órgão com HIV em 2024

Publicado em 01/04/2026, às 08h00
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Por Agência Brasil

Uma mulher de 64 anos, uma das seis pacientes que receberam transplantes de órgãos infectados pelo HIV em outubro de 2024, faleceu no último dia 18, com a causa da morte ainda sob investigação. A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro confirmou que a paciente estava sob acompanhamento médico desde a infecção.

O caso, que envolveu dois doadores testados positivos para HIV, foi classificado como 'sem precedentes e inadmissível' pelas autoridades de saúde. Investigações revelaram que laudos fraudulentos foram emitidos por um laboratório, que não detectou a presença do vírus nos órgãos doados.

Em resposta ao escândalo, o laboratório PCS Saleme foi interditado e seu contrato com o governo rescindido, resultando na renúncia da direção da Fundação Saúde. A Secretaria de Saúde continuará a oferecer suporte psicológico aos familiares da paciente falecida.

Resumo gerado por IA

Um dos seis pacientes que recebeu transplante de um órgão infectado pelo vírus HIV, em outubro de 2024, morreu no último dia 18, segundo informações confirmadas nesta quarta-feira (1º) pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ).

A vítima era uma mulher de 64 anos e estava em acompanhamento médico desde a confirmação da infecção. A causa da morte ainda está em investigação.

A SES-RJ lamentou a morte e informou que a paciente recebeu assistência desde o diagnóstico. Ela estava internada em unidade especializada.

“Há um ano e cinco meses, ela vinha recebendo total assistência, era monitorada diariamente pela equipe multidisciplinar da Secretaria. Em julho do ano passado, a paciente foi indenizada pelo Governo do Estado”, divulgou a nota da secretaria, que disse que continuará a oferecer suporte psicológico aos familiares.

O episódio ocorreu em outubro de 2024, quando autoridades de saúde confirmaram que seis pacientes transplantados no estado do Rio de Janeiro foram infectados por HIV, após receberem órgãos de doadores contaminados.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro e o Ministério da Saúde, dois doadores testaram positivo para o vírus, o que levou à infecção dos receptores. O caso foi classificado pelas autoridades como “sem precedentes e inadmissível”.

Laudo fraudulento

O caso desencadeou uma série de investigações conduzidas por diferentes órgãos, incluindo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, a Polícia Civil e o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, o laboratório PCS Saleme, contratado pelo governo estadual em dezembro de 2023, por intermédio da Fundação Saúde, para fazer exame de sorologia, emitiu laudos fraudulentos, que não acusaram a presença do HIV em órgãos de dois doadores.

Após o caso ter sido tornado público, o laboratório PCS Saleme foi interditado pela Vigilância Sanitária estadual e o contrato com o governo do estado rescindido. O escândalo provocou a renúncia da direção da Fundação Saúde.

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