Morte de idosa acamada pode ter sido acerto de contas entre assassino e parente da vítima

Publicado em 30/01/2026, às 13h51
Polícia investiga possível acerto de contas entre assassino e familiar de idosa, morta em Arapiraca - Reprodução
Polícia investiga possível acerto de contas entre assassino e familiar de idosa, morta em Arapiraca - Reprodução

Por TNH1 com TV Pajuçara

A Polícia Civil de Alagoas descartou a possibilidade de latrocínio no assassinato de Maria Aparecida dos Santos, de 73 anos, e investiga o caso como um homicídio qualificado, possivelmente relacionado a um acerto de contas familiar. O crime ocorreu em sua casa em Arapiraca, onde a idosa, que era deficiente visual e acamada, foi morta com um único disparo no pescoço.

O delegado Esron Pinho afirmou que o crime foi premeditado e realizado por criminosos com experiência, que invadiram a residência e fizeram a família da vítima refém antes de cometer o assassinato. A investigação sugere que o verdadeiro alvo não era Maria Aparecida, mas sim um familiar dela.

A Polícia Civil está solicitando a colaboração da população para obter informações sobre o veículo utilizado pelos suspeitos e qualquer dado que possa ajudar na elucidação do crime. A busca por justiça continua, enquanto a comunidade se mobiliza em torno do caso.

Resumo gerado por IA

A Polícia Civil de Alagoas descartou, nesta sexta-feira, 30, que o assassinato de Maria Aparecida dos Santos, de 73 anos, em Arapiraca, tenha sido por latrocínio ou qualquer tipo de envolvimento de tráfico de drogas na região. Segundo o delegado Esron Pinho, o homicídio qualificado está sendo investigado como possível acerto de contas de um familiar da idosa e os criminosos.

"Nesse momento, a gente descarta o latrocínio e descarta ligações com o tráfico de drogas. Estamos investigando um possível acerto de contas entre um familiar da idosa e uma outra pessoa. Enfim, trata-se de um homicídio qualificado pela torpeza, entre outras coisas mais, e também pelas causas de aumento de pena por ser praticado contra idosa e deficiente", comentou o delegado em vídeo enviado à imprensa.

Maria Aparecida era deficiente visual, vivia atualmente acamada e foi morta dentro da própria casa com um único disparo de arma de fogo no pescoço. O crime aconteceu na noite dessa quinta-feira, 29, no Povoado Pau D'Arco, em Arapiraca, Agreste alagoano.

"Dois envolvidos chegaram em uma Hilux ou Ranger, não conseguimos identificar perfeitamente. Chegaram dentro dessa propriedade, pararam na entrada. Um desceu e outro ficou dentro do carro. O que desceu já sacou a arma, entrou pelos fundos da casa, fez refém toda a família que estava lá. Eram quatro pessoas que estavam na casa, além da idosa. Pegaram essas pessoas e deitaram no chão de um quarto. Depois disso, ele recolheu os celulares da maioria dos que estavam ali. E após isso, foi até a sala onde estaria a idosa, acamada, e efetuou um único disparo fatal na região do pescoço. O tiro varou ou transpassou pelas costas", detalhou Pinho.

De acordo com o delegado, Maria Aparecida foi vítima de criminosos que tinham alguma experiência profissional neste tipo de crime.

"O alvo provavelmente não era idosa. Foi um crime muito premeditado, porque pelo modus operandi como o que o crime foi praticado, dá pra perceber que a pessoa é um pouco profissional, digamos assim, sabia esconder vestígios. E por isso, realmente trata-se de um crime premeditado. Entretanto, a pessoa não estava lá, o alvo, e aí executaram a idosa".

A Polícia Civil pede a colaboração da população sobre qualquer informação que possa esclarecer sobre o veículo ou até mesmo sobre o envolvimento dos suspeitos do crime brutal na região de Arapiraca.

Gostou? Compartilhe