MPF investiga supostas práticas de tortura no BBB 26

Publicado em 05/03/2026, às 21h52
Reprodução / TV GLOBO
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Por Estado de Minas

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro abriu um inquérito civil para investigar alegações de tortura e tratamento degradante no Big Brother Brasil 26, após denúncias sobre riscos à saúde física e mental dos participantes. A medida foi tomada após uma participante desmaiar após longos períodos de reclusão e condições adversas.

O inquérito foi motivado por relatos de que a produção do programa pode estar violando direitos fundamentais, com o procurador ressaltando que a liberdade de criação não justifica abusos. A TV Globo, responsável pelo programa, afirmou que possui acompanhamento médico constante e que a participante recebeu atendimento em unidades de saúde.

Como parte das investigações, o MPF requisitou informações à emissora sobre as alegações feitas, e o processo está em sua fase inicial. A situação continua a ser monitorada enquanto as autoridades avaliam as práticas do reality show.

Resumo gerado por IA

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPFRJ) instaurou um inquérito civil para apurar supostas práticas de tortura e tratamento desumano ou degradante no programa Big Brother Brasil (BBB) 26. A decisão foi assinada pelo procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão, Julio Araujo, após o recebimento de representações que teriam apontado riscos à integridade física e psicológica de participantes da atual edição do reality show.

Segundo o documento, uma participante chegou a desmaiar em janeiro de 2026 após permanecer mais de 100 horas em reclusão e teria sido obrigada a permanecer de pé sobre um pedestal de diâmetro reduzido.

Na decisão que abriu o inquérito, o procurador afirma que a liberdade de produção das emissoras não autoriza violações de direitos fundamentais e que concessionárias de serviço público devem respeitar os valores éticos e sociais previstos na Constituição.

Em manifestação anterior nos autos, a TV Globo informou que mantém acompanhamento médico permanente no programa, com equipe de saúde e suporte de UTI móvel. A emissora afirmou que Castelli recebeu atendimento e foi levado a unidades de saúde externas em duas ocasiões.

Como diligência inicial, o MPF solicitou que a emissora preste informações sobre os questionamentos apresentados pela comissão. O procedimento está em fase inicial.

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