O MPF (Ministério Público Federal) ajuizou uma ação civil pública pedindo que Sikêra Júnior seja condenado por dano moral coletivo por "falas discriminatórias (discurso de ódio) ao sexo feminino."A ação se refere a um coment...
O MPF (Ministério Público Federal) ajuizou uma ação civil pública pedindo que Sikêra Júnior seja condenado por dano moral coletivo por "falas discriminatórias (discurso de ódio) ao sexo feminino."
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A ação se refere a um comentário do apresentador feito no dia 5 de junho de 2018, no programa "Cidade em Ação", da TV Arapuan. Na ocasião, ele teria usado expressões racistas e misóginas para se referir a uma mulher negra, presa sob custódia do estado da Paraíba.
Assinada pelo procurador da República na Paraíba José Godoy Bezerra de Souza, a ação foi publicada na última sexta-feira (4).
Nela, o Ministério Público pede que o apresentador seja condenado a pagar R$ 200 mil à vítima, além de outros R$ 2 milhões a entidades representativas feministas, de direitos humanos ou ao Fundo Nacional de Direitos Difusos.
Além disso, o MPF também pede que ele se retrate publicamente, "reconhecendo expressamente a ilicitude de suas falas, mediante discurso a ser publicado em todas as suas redes sociais e na rede televisão TV Arapuan."
O vídeo do episódio ainda pode ser encontrado nas redes sociais. Nele, o apresentador diz que a vítima tem "venta de jumenta". Ele também disse que "mulher que não pinta a unha é sebosa."
"O desígnio do réu é claramente escarnecer com a personalidade de uma mulher em situação de vulnerabilidade social (pobre, vítima das drogas e com a liberdade cerceada) que sequer pôde exercer seu direito de resposta, por estar sob custódia do Estado", apontou o MPF no documento.
Procurado pelo UOL via assessoria de imprensa, Sikêra Júnior ainda não se pronunciou sobre o assunto.
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