MPF se reúne com representantes de trabalhadores de hospital privado de Maceió

Publicado em 12/02/2026, às 14h43
Assessoria
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Por TNH1 com Assessoria

O Ministério Público Federal em Alagoas se reuniu com representantes dos trabalhadores do Hospital Veredas para discutir o atraso no pagamento de salários, agravado pela intervenção judicial na instituição. A situação tem gerado dificuldades financeiras significativas para os funcionários, que não receberam seis parcelas salariais desde abril de 2025.

Os trabalhadores relataram que tentaram negociar um acordo de pagamento com a empresa gestora do hospital, que inclui a quitação de salários atrasados até julho de 2026. Além disso, críticas foram feitas ao programa Saúde Mais, que estaria utilizando insumos insuficientes e contratando profissionais autônomos em vez de empregar os funcionários do hospital.

O MPF se comprometeu a solicitar uma audiência judicial para discutir a situação e acompanhar o funcionamento do programa Saúde Mais. A instituição reafirmou seu compromisso com os direitos trabalhistas e a saúde pública, enquanto aguarda um posicionamento oficial do Hospital Veredas sobre as questões levantadas.

Resumo gerado por IA

Na tarde da última quarta-feira (11), o Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas reuniu-se com representantes dos trabalhadores do Hospital Veredas, localizado em Maceió. Dentre os assuntos tratados, destacou-se o atraso no pagamento dos salários e a situação enfrentada pelos funcionários, sobretudo no período em que a instituição médica se encontra sob intervenção judicial.

Conduzida pelo procurador regional dos direitos do cidadão, Bruno Lamenha, a reunião contou com a participação do Sindicato dos Enfermeiros de Alagoas (Sineal), do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Alagoas (Sateal) e do Sindicato dos Radiologistas e Auxiliares de Alagoas (Sintraeal), além de enfermeiras e técnicas de enfermagem que atuam no hospital.

Os trabalhadores relataram que não receberam seis parcelas salariais (abril, maio, outubro, novembro e dezembro de 2025, e janeiro de 2026) e que se reuniram recentemente com a GEESTA, empresa gestora do hospital, para a celebração de um acordo de pagamento. A proposta, pré-acordada entre as partes, prevê o pagamento de um salário atrasado juntamente com um salário atual, zerando os passivos até julho de 2026, além de outras medidas solicitadas pelos trabalhadores, como o abono das faltas dos grevistas.

As entidades também esclareceram que vêm se reunindo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para tratar dos atrasos nos pagamentos, que, segundo o órgão, ocorrem em razão de bloqueios nas contas do Estado, o que dificultaria os repasses. Também teceram críticas ao programa Saúde Mais, que utiliza insumos do próprio hospital, já que a quantidade fornecida seria insuficiente para os procedimentos realizados.

Ainda sobre o Saúde Mais, os participantes alegaram que estão sendo contratados enfermeiros, técnicos e auxiliares autônomos, em vez de serem utilizados os funcionários do próprio Veredas. Além disso, alguns trabalhadores do hospital têm aceitado participar de procedimentos por valores muito abaixo dos praticados, em razão das dificuldades financeiras decorrentes dos atrasos salariais.

Encaminhamentos

O procurador Bruno Lamenha destacou o compromisso do MPF com a garantia dos direitos fundamentais e a importância do diálogo constante com os representantes dos trabalhadores, através de reuniões periódicas para acompanhar a situação dos funcionários.

Além disso, será encaminhado pedido à 13ª Vara Federal de Alagoas, onde tramita o processo referente à intervenção do Veredas, para a realização de audiência judicial entre as partes, com a presença dos representantes dos trabalhadores, conforme solicitado.

O MPF também solicitará informações à atual gestão do Hospital Veredas acerca do funcionamento do programa Saúde Mais, especialmente quanto à alegação de utilização de insumos do estoque da própria entidade hospitalar. Além disso, discutirá a viabilidade de adaptação do programa para possibilitar a participação dos funcionários do próprio hospital nos procedimentos realizados no complexo hospitalar, respeitando o regime grevista.

Por fim, a instituição ratificou seu compromisso com o cumprimento das decisões judiciais e com a saúde pública do Estado, observando as garantias trabalhistas, com o acompanhamento rigoroso da atuação dos entes federativos e da empresa gestora durante o período de intervenção judicial.

O TNH1 entrou em contato com o Hospital Veredas, por meio da assessoria de comunicação, e aguarda retorno com o posicionamento oficial da empresa.

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