Uma mulher de 32 anos foi presa por suspeita de assassinar o marido, de 44 anos, com um tiro de espingarda após uma discussão sobre problemas na rede wi-fi em sua casa na zona rural de Cafelândia, Paraná. O crime ocorreu em 12 de março, mas a detenção da suspeita aconteceu apenas esta semana, após investigações que desmentiram sua versão inicial de um tiro acidental.
As investigações revelaram que a mulher disparou a arma após o marido se recusar a consertar o wi-fi, e evidências apontaram que o tiro foi feito a uma distância média ou longa, impossibilitando a versão de um autodisparo. Além disso, a mulher teria tentado alterar a cena do crime e influenciar o depoimento do filho do casal, que presenciou o ocorrido.
A mulher responderá por homicídio qualificado, uma vez que o crime foi considerado motivado por razões fúteis e dificultou a defesa da vítima. Ela permanece presa preventivamente enquanto a polícia continua a investigação e o adolescente está sob cuidados do Conselho Tutelar.
Uma mulher foi presa ontem por suspeita de matar o marido a tiros após uma briga motivada por um problema na rede wi-fi de casa, na zona rural de Cafelândia, na região oeste do Paraná.
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Mulher, 32, é suspeita de matar o companheiro, 44, com um tiro de espingarda. O crime ocorreu no dia 12 de março, mas as investigações só apontaram a autora nesta semana, quando ela foi detida. As informações são do delegado Lucas Santana.
Assassinato foi provocado após uma discussão por causa do wi-fi de casa. De acordo com as investigações, mulher havia pedido que ele consertasse o aparelho, mas ele teria se recusado a fazê-lo imediatamente. Após a recusa, ela teria pegado uma espingarda que pertencia ao marido e atirou nele.
À época, o caso foi inicialmente registrado como morte acidental. Em depoimento à polícia, mulher havia alegado que o marido atirou acidentalmente em si enquanto realizava manutenção da arma.
Investigações comprovaram que a versão apresentada pela suspeita é falsa, afirmou o delegado. Santana destacou o fato de que o homem era destro, mas foi atingido no lado esquerdo do corpo. Conforme o investigador, nessas circunstâncias "um autodisparo seria praticamente impossível".
Delegado disse, ainda, que o laudo técnico apontou que o tiro foi feito a uma média ou longa distância. "Não havia sinais [de disparo] encostados ou a curta distância, isto é, este disparo não poderia ter sido efetuado pela própria vítima". Essas provas afastaram a possibilidade de tiro acidental, reiterou Santana.
Mulher também teria alterado a cena do crime e tentado induzir o filho do casal a não depor contra ela. O menino de 13 anos presenciou o crime, mas só narrou os fatos após receber acompanhamento especializado, ainda segundo o delegado. Atualmente, o adolescente está morando com familiares e é acompanhado pelo Conselho Tutelar de Cafelândia.
Suspeita deverá responder por homicídio qualificado. O delegado aponta que o crime foi cometido por um motivo fútil e de modo que dificultou a defesa da vítima.
Ela segue presa preventivamente, informou a polícia. O UOL não conseguiu localizar a defesa dela para pedir posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.
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