Uma professora de 27 anos faleceu e outras duas pessoas estão internadas após nadarem em uma piscina em São Paulo, com suspeita de intoxicação devido à água contaminada. O incidente ocorreu durante uma aula de natação, onde o casal percebeu um gosto e aspecto estranhos na água antes de adoecer.
Juliana Faustino Bassetto foi levada ao hospital, onde teve uma parada cardíaca e não resistiu, enquanto seu esposo permanece em estado grave. Um adolescente de 14 anos também foi internado com sintomas graves após nadar na mesma piscina, e exames indicaram problemas pulmonares.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para investigar a situação, mas a academia estava fechada. A polícia registrou o caso como morte suspeita e iniciou uma investigação, com exames periciais solicitados para determinar a causa da intoxicação.
Uma professora de 27 anos morreu e outras duas pessoas estão internadas após nadarem na piscina de uma academia localizada rua Bartolomeu Correia Bueno, no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo, no sábado (7). A suspeita é de intoxicação.
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Juliana Faustino Bassetto e o esposo participavam de uma aula de natação na C4 GYN quando perceberam que a água da piscina apresentava aspecto e gosto estranhos. Pouco depois, sentiram-se mal e avisaram o instrutor responsável.
O casal seguiu para o Hospital Santa Helena, em Santo André, no ABC paulista. No local, o quadro de Juliana se agravou. Ela teve uma parada cardíaca e morreu. O esposo foi internado em estado grave na mesma unidade médica. A comunicação do óbito à Polícia Civil foi feita por um familiar de Juliana.
A reportagem tentou contato com os responsável pela academia através do Whatsapp e por um link disponível no site da academia, mas não houve retorno até a publicação do texto.
Na manhã deste domingo (8), um homem procurou uma delegacia para relatar que seu filho, um adolescente de 14 anos, também está internado após ter contato com a mesma água. Ele contou que o jovem saiu da piscina demonstrando desconforto respiratório, fraqueza nas pernas e falta de ar.
O adolescente foi levado ao Hospital da Vila Alpina, na zona leste, e encaminhado para a ala vermelha devido à gravidade do caso, onde iniciou tratamento com oxigênio. Segundo o pai, médicos informaram que a tomografia mostrou "bolinhas no pulmão". O jovem segue internado.
O pai também relatou ter sentido desconforto respiratório na academia e que outras pessoas cerca de seis que estavam no local aparentavam apresentar algum mal-estar.
Conforme o boletim de ocorrência, o Corpo de Bombeiros foi chamado para atendimento de ingestão e inalação de gases tóxicos. Equipes foram encaminhadas para o endereço, mas a academia estava fechada.
Para preservar a saúde de possíveis pessoas no interior do local, os bombeiros retornaram no domingo, arrombaram a porta e fizeram uma varredura de segurança. Não foi possível contatar o proprietário da academia.
O caso foi registrado pelo 6º DP de Santo André como morte suspeita e perigo para a vida ou saúde. Exames periciais foram solicitados. A investigação será feita pelo 42º DP (Parque São Lucas), responsável pela região da academia.
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