"Não há sinais de abuso sexual", diz delegada sobre morte de criança autista

Publicado em 19/02/2026, às 12h00
Imagem "Não há sinais de abuso sexual", diz delegada sobre morte de criança autista

Por TNH1 com TV Pajuçara

A delegada Bárbara Arraes, que está à frente da investigação da morte de Anthony Gabriel da Silva Santos, a criança autista de cinco anos encontrada submersa em córrego no bairro Feitosa, em Maceió, descartou o crime de abuso sexual após análise da Polícia Científica. A declaração foi dada durante o programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, no fim da manhã desta quinta-feira (19).

De acordo com a delegada, o laudo do Instituto Médico Legal (IML), ainda não divulgado oficialmente, não comprovou a existência de indícios de violência sexual no corpo do menino. A causa da morte, segundo a Polícia Científica, foi afogamento.

"Estivemos na UPA para buscar informações sobre como a criança chegou lá e os procedimentos adotados. Obtivemos as mesmas informações divulgadas em nota pela própria UPA, e concomitantemente também foi acionado o IML, para verificação de todas as circunstâncias adotadas em eventuais abusos sexuais, como verificação de unhas, região anal e material biológico", disse.

A UPA havia comunicado que Anthony chegou sem sinais vitais, trazido pelos pais, e que "foram iniciadas, imediatamente, manobras de reanimação e medidas de suporte avançado de vida, sem sucesso". A unidade também destacou que a equipe médica plantonista observou "achados que levantaram suspeita de possível abuso".

"Recebemos a informação, não ainda por laudo, mas uma informação oficial da Polícia Científica, que não foi identificado sinal de abuso sexual no menino Anthony. Tudo que foi verificado será analisado por meio de inquérito, para saber como a criança se afogou", afirmou Bárbara Arraes.

"Toda a informação que é dada demanda toda uma investigação. Não é só 'ouvi dizer'. Então a gente tem que documentar tudo, inclusive as percepções da equipe que fez o primeiro atendimento", continuou ao declarar também que os profissionais que atenderam a criança serão ouvidos.

A delegada acrescentou que foram ouvidos os pais e o tio de Anthony, ainda no local da ocorrência, pela equipe de local de crime da delegacia de homicídios. "Todas essas pessoas citadas e outras mais vão ser ouvidas [novamente] no inquérito, de forma documentada", reiterou.

Câmeras podem ajudar na dinâmica do desaparecimento

Imagens de câmeras de monitoramento na região podem ajudar na identificação da dinâmica do desaparecimento de Anthony. Ele sumiu no fim da última tarde e foi encontrado cerca de duas horas depois.

Segundo a família, ele brincava na rua quando teria caído no córrego de aproximadamente dois metros de profundidade. Desde então, não foi mais visto. Após buscas, o menino foi achado pelo tio no fundo do córrego.

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