Vitor Hugo Oliveira Simonin, acusado de envolvimento em um estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, se entregou à polícia e nega participação no crime, embora reconheça sua presença no local. O caso gerou repercussão política, levando à exoneração de seu pai, José Costa Simonin, do cargo de subsecretário no governo do Rio de Janeiro.
Além de Vitor Hugo, outros dois suspeitos, Matheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, também se entregaram à polícia, enquanto um quarto suspeito permanece foragido. A vítima relatou o crime logo após o ocorrido, e a polícia já possui imagens de câmeras de segurança que documentam a entrada e saída dos envolvidos.
O delegado da 12ª DP espera que o último foragido se entregue em breve, e um adolescente de 17 anos, apontado como responsável por atrair a vítima, já foi indiciado. As defesas dos acusados afirmam que confiam na Justiça e que seus clientes não tiveram a oportunidade de se manifestar antes da prisão.
O advogado Ângelo Máximo, que representa Vitor Hugo Oliveira Simonin, acusado de participação em estupro coletivo a uma adolescente de 17 anos, afirmou nesta quarta-feira (4) que seu cliente não teve participação no crime e é inocente.
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Vitor Hugo é filho de José Costa Simonin, ex-subsecretário exonerado nesta quarta do governo Cláudio Castro (PL).
Preso após se entregar na 12ª DP (Copacabana), Vitor Hugo ficou em silêncio na delegacia.
Segundo o advogado, o rapaz não tem como negar a "presença dele no apartamento, isso é fato. Mas ele diz que não participou do crime, ele nega. A única coisa que ele me disse foi: 'doutor, não participei de nada'".
O advogado afirmou que constituiu defesa de Vitor Hugo na terça e não conversou com o cliente sobre detalhes do crime. Em entrevista na porta da delegacia, o defensor afirmou que "pode ter havido consentimento" no caso, apesar de a vítima ter relatado o oposto em depoimento.
Máximo não soube informar sobre a posição do suspeito sobre um novo caso de suposto estupro registrado na terça. Este caso, relatado pela mãe da suposta vítima, teria ocorrido em outubro de 2025 em uma festa. A vítima teria mencionado apenas Vitor Hugo.
"O Vitor tinha oportunidade de se manifestar antes do decreto de prisão preventiva, mas a autoridade policial não optou em dar esse direito ao Vitor", afirmou Ângelo.
Vitor Hugo é o terceiro preso sob a suspeita de participar do estupro coletivo. Nesta terça, Matheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho se entregaram à polícia.
O delegado da 12ª DP, Ângelo Lages, espera que o quarto foragido, Bruno Felipe Alegretti, se entregue ainda nesta quarta. Não há uma expectativa em torno do horário em que isso pode acontecer.
Há ainda um adolescente de 17 anos apontado como responsável por atrair a vítima. Ele foi indiciado, mas ainda não foi apreendido.
O estupro teria ocorrido na noite de 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro. Imagens de câmeras de segurança registraram a entrada, por volta das 19h, e a saída dos suspeitos e da vítima, após 20h.
A adolescente de 17 anos relatou o episódio a amigos e familiares uma hora depois do ocorrido e compareceu à delegacia ainda naquela noite.
O delegado declarou nesta semana que ele e suas equipes chegaram a comparecer ao apartamento, que estava vazio.
Já a defesa de João Gabriel Xavier Bertho afirmou em nota que ele se entregou em respeito à decisão judicial. "João Gabriel e a defesa confiam que a Justiça, de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia. João Gabriel nega estupro e não teve sequer a oportunidade de ser ouvido pela polícia."
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