Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como 'El Mencho', comandava o Cartel Jalisco Nueva Generación e era considerado um dos criminosos mais violentos do país.
O narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como 'El Mencho', foi morto em uma operação militar no estado de Jalisco, impactando significativamente o tráfico de drogas no México, onde ele liderava o cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG). Sua morte pode alterar a dinâmica do crime organizado, que se intensificou sob seu comando.
El Mencho, ex-policial, era uma figura central no narcotráfico, responsável pela expansão do CJNG e por ataques violentos contra as forças de segurança, além de extorsões. A operação que resultou em sua morte também deixou vários membros do cartel mortos e feridos, e apreendeu armamentos pesados.
Após a morte de El Mencho, houve reações violentas em Jalisco, com incêndios de veículos e bloqueios de estradas, levando o governo a reforçar a segurança na região. A presidente Claudia Sheinbaum e o governo dos EUA expressaram apoio à operação, destacando a colaboração entre os países na luta contra o narcotráfico.
O narcotraficante mexicano Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, foi morto em uma operação militar nesse domingo (22), informou o Ministério da Defesa do país.
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Ex-policial, ele comandava há anos um dos cartéis mais influentes do México, o Jalisco Nueva Generación (CJNG), e era considerado uma das figuras mais violentas do crime organizado.
Segundo o Ministério da Defesa mexicano, El Mencho morreu ao amanhecer de domingo na cidade de Tapalpa, no estado de Jalisco, na região centro-oeste do país.
Ele sofreu ferimentos graves durante a operação e não resistiu enquanto era transferido de avião para a Cidade do México, afirmou o órgão em nota oficial. Vários outros membros do CJNG morreram na ação.
O Ministério da Defesa também informou que vários veículos blindados e armas — incluindo lançadores de foguetes — foram apreendidos durante a operação. Além disso, três membros do exército ficaram feridos e foram levados para hospitais na Cidade do México.
Sob o comando de El Mencho, o cartel se expandiu rapidamente na última década, dedicando-se à produção e venda de drogas, além da extorsão de empresas locais. O grupo ganhou notoriedade por ataques ousados às forças de segurança e por espalhar medo em comunidades de diferentes regiões do país.
Em poucos anos, o cartel ampliou sua atuação em outros países e tornou-se rival do Cartel de Sinaloa, liderado por Joaquín “El Chapo” Guzmán, que cumpre pena nos Estados Unidos.
Os EUA já chegaram a oferecer recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à captura de El Mencho.
Reações à morte - Após notícias sobre a morte do narcotraficante, foram registrados incêndios de veículos e bloqueios de estradas em Jalisco, no oeste do México.
A presidente do país, Claudia Sheinbaum Pardo, afirmou, em publicação no X, que "há total coordenação com os governos de todos os estados" e pediu calma à população.
"Meu reconhecimento ao Exército Mexicano, à Guarda Nacional, às Forças Armadas e ao Gabinete de Segurança. Trabalhamos todos os dias pela paz, segurança, justiça e bem-estar do México", escreveu.
O governador Pablo Lemus Navarro afirmou mais cedo que uma operação na cidade de Tepalpa provocou confrontos na região e em outras áreas de Jalisco. Segundo ele, grupos não identificados incendiaram veículos e os posicionaram nas vias, dificultando ações das autoridades.
O governo dos EUA comemorou a morte do narcotraficante. Christopher Landau, subsecretário de Estado, classificou a ação como um “grande avanço para o México, os EUA, a América Latina e o mundo”.
“Estou acompanhando as cenas de violência no México com grande tristeza e preocupação”, acrescentou Landau em uma publicação no X.
O Departamento de Estado dos EUA emitiu ainda um alerta para que cidadãos americanos permaneçam abrigados nos estados de Jalisco, Tamaulipas, e em áreas dos estados de Michoacán, Guerrero e Nuevo León.
A Embaixada do México em Washington também se manifestou. Em publicação nas redes sociais, o consulado afirmou que os EUA forneceram informações para a operação militar que resultou na morte de El Mencho.
“Além dos esforços centrais de inteligência militar, informações complementares foram fornecidas pelas autoridades dos EUA no âmbito da coordenação e cooperação bilateral com os Estados Unidos”, escreveu a embaixada.
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