Maceió

Novas perfurações vão ajudar pesquisadores a identificar falhas no solo do Pinheiro

Dayane Laet / Erik Maia | 21/01/19 - 11h12 - Atualizado em 21/01/19 - 11h51
Trabalho começou nesta segunda | TNH1/Dayane Laet

Pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) começaram, na manhã desta segunda-feira (21), a realizar uma série de exames que irão complementar os demais estudos que realizados no Pinheiro para tentar apontar as causas nas rachaduras dos imóveis no bairro, após um tremor de terra em março do ano passado. O objetivo principal é identificar, por intermédio de sondagens à percussão, as características das camadas de solo e sedimentos que compõem o terreno em profundidade.

Os exames iniciados hoje são os de sondagem à percussão, que consiste na fixação de uma espécie de estaca no solo com o auxílio de um martelo. De maneira geral, o teste consiste na cravação de um cilindro metálico por meio da aplicação de golpes causados pela queda livre de um martelo de 65 kg. Uma amostra do solo encontrado é retirado e levado para estudo ao laboratório parceiro da  CPRM em Maceió, no bairro da Gruta. As perfurações terão profundidade máxima de 20 metros e larguras de cerca de 7cm. 

Assista ao vídeo do exame:

“Esse exame vai mostrar se existe alguma camada que seja mole o suficiente para contribuir com a abertura de rachaduras nessas residências. Além disso, serão coletadas algumas amostras que depois serão descritas e encaminhadas a laboratórios para análises”, explicou o pesquisador em geociência da CPRM, Júlio Lana.

Veja o vídeo da entrevista dele:

Os exames serão realizados em 8 pontos já selecionados: o Cepa – Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas, Avenida Francisco Freire Ribeiro (praça pública), um terreno no cruzamento das ruas Jornalistas Augusto Vaz Filho e Jovino Lopes Lira, na Rua Joaquim Gouveia Albuquerque, Rua Luiz Rizo, no cruzamento das ruas Jornalistas Augusto Vaz Filho e Djalma Barreto de Menezes, na Alameda São Benedito e na Rua Comendador Francisco Amorim.

Veja os pontos no mapa abaixo:

Apesar da marcação, ainda não existe cronograma técnico para esses exames, uma vez que não é possível apontar quanto tempo será necessário para concluir os trabalhos em cada ponto. 

Vale salientar que  o estudo não oferece nenhum risco à população, tampouco agrava as rachaduras e afundamentos já identificados. As batidas do martelo podem gerar ruídos sonoros.

As Defesas Civis Estadual e Municipal acompanharão a execução do trabalho.