Saúde

Novo estudo reitera que azitromicina não é eficaz contra Covid-19

Metrópoles | 10/07/21 - 11h21
Rafaela Felicciano/Metrópoles

O antibiótico azitromicina, aprovado e recomendado para determinadas infecções, não previne casos de Covid-19 que evoluem para hospitalização ou óbito. A constatação foi realizada por um novo estudo apresentado no Congresso Europeu de Microbiologia e Doenças Infecciosas e publicado na sexta-feira (9/7) na revista científica The Lancet Respitarory Medicine.

A pesquisa, conduzida pelo médico Timothy Hinks, com o Hospital John Radcliffe e a Universidade de Oxford, reforça que a azitromicina não é indicada para tratamentos contra a Covid-19. Os pesquisadores alertam países para que interrompam o uso indevido do medicamento, pois a prática pode levar à resistência de bactérias, dificultando o tratamento de outras infecções.

O antibiótico é geralmente utilizado para tratar casos graves de infecção respiratória, incluindo pneumonia. Com a pandemia do coronavírus, médicos e cientistas iniciaram uma busca por tratamentos eficazes com remédios conhecidos, entre eles, a azitromicina.

Nesse novo estudo, os cientistas investigaram se a azitromicina é, de fato, eficaz na redução dos quadros graves da Covid-19. Eles analisaram 292 pacientes acima de 18 anos que foram hospitalizados em decorrência do vírus com menos de 14 dias de sintomas.

Os voluntários receberam doses diárias do antibiótico e não desenvolveram nenhum avanço após o período de análise, que durou de junho de 2020 a janeiro de 2021.

“Ficou claro, nesse ensaio, que adicionar azitromicina ao tratamento padrão não reduziu o risco de hospitalização ou morte subsequente. É essencial que médicos em todo o mundo parem de usar este medicamento para tratamento contra a Covid-19”, apontaram os autores do estudo.