Novo salário mínimo começa a ser pago nesta segunda; saiba quanto

Publicado em 02/02/2026, às 08h15
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Por Agência Brasil

O novo salário mínimo de R$ 1.621, com um reajuste de 6,79%, começa a ser pago aos trabalhadores, refletindo a política de valorização que considera a inflação e o crescimento do PIB, respeitando limites fiscais.

Esse aumento impacta 61,9 milhões de brasileiros e deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026, além de afetar diretamente benefícios previdenciários e assistenciais.

Os aposentados e pensionistas do INSS já começaram a receber o novo valor, e o governo estima um impacto econômico total de R$ 110 bilhões, com um custo adicional de R$ 39,1 bilhões para a Previdência Social.

Resumo gerado por IA

O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores. O valor pode ser conferido no contracheque referente a janeiro.

O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025. O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que combina inflação (INPC) e crescimento do Produto In terno Bruto (PIB), respeitando os limites do arcabouço fiscal, que restringe o reajuste a 2,5% acima da inflação do ano anterior.

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26. O pagamento segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão, sem considerar o dígito verificador.

Quanto vale o mínimo em 2026

  • Mensal: R$ 1.621;
  • Diário: R$ 54,04;
  • Hora: R$ 7,37.

Como foi calculado

  • Inflação pelo INPC: 4,18%;
  • Somada ao crescimento real do PIB: 3,4%;
  • Adicional de 3,4% limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal;
  • Reajuste total: 6,79%.

Impactos

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta 61,9 milhões de brasileiros. O aumento deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.

O reajuste tem efeitos amplos tanto sobre a renda das famílias quanto sobre as contas públicas. O governo estima impacto combinado de R$ 110 bilhões na economia, ao considerar o reajuste e a isenção do IR. No entanto, haverá custo adicional para a Previdência Social estimado em R$ 39,1 bilhões.

Além de afetar diretamente trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo valor serve como referência para uma série de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias do INSS, pensões, seguro-desemprego e salário-família.

Confira como ficam os benefícios e as contribuições atreladas ao salário-mínimo:

INSS

Benefícios no piso (1 salário mínimo): reajuste integral de 6,79%, para R$ 1.621Acima do piso: reajuste de 3,90% (INPC de 2025)

Teto do INSS: R$ 8.475,55


Contribuições ao INSS (CLT)


•    Até R$ 1.621: 7,5%


•    De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%


•    De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%


•    De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%


Autônomos, facultativos e MEI


•    Plano normal (20%): R$ 324,20


•    Plano simplificado (11%): R$ 178,31


•    Baixa renda (5%): R$ 81,05


•    MEI (5%): R$ 81,05


Seguro-desemprego


•    Reajustado pelo INPC (3,90%), com vigência desde 11 de janeiro


•    Parcela mínima: R$ 1.621


•    Parcela máxima: R$ 2.518,65


•    Valor varia conforme salário médio dos últimos meses.


Salário-família


•    Salário-família: R$ 67,54 por dependente


•    Pago a quem recebe até R$ 1.980,38 mensais

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