O problema na campanha que pode custar Oscar para Wagner Moura, segundo NYT

Publicado em 29/01/2026, às 15h45
O Agente Secreto - Divulgação
O Agente Secreto - Divulgação

Por Folhapress

Expectativas de vitória de Wagner Moura no Oscar diminuíram após análise do The New York Times, que aponta obstáculos significativos na sua campanha, especialmente a falta de indicações a prêmios importantes.

O crítico Kyle Buchanan destaca que Moura, sem visibilidade em premiações como o sindicato dos atores e o Bafta, terá poucas oportunidades de se destacar até a cerimônia em março, enquanto Timothée Chalamet é considerado o favorito.

Apesar de ter o 'timing' e a experiência a seu favor, a fama de Moura não garante a vitória, já que outros veteranos como Leonardo DiCaprio e Michael B. Jordan também competem por reconhecimento, refletindo a tendência da Academia em premiar atores mais velhos.

Resumo gerado por IA

Uma análise do The New York Times esfriou as expectativas de vitória de Wagner Moura no Oscar, apontando obstáculos na campanha do brasileiro pela estatueta inédita.

O jornal avalia que o cenário segue pouco favorável para Moura até a cerimônia. A análise, assinada pelo crítico Kyle Buchanan nesta quarta-feira (28), classifica a disputa como uma das mais fortes dos últimos anos, mas vê limitações para o brasileiro.

Há desvantagens claras na campanha de Wagner Moura, segundo o especialista. O texto destaca que, sem indicações a prêmios precursores importantes, o ator perde espaço de visibilidade na reta final.

"Ainda que continue seu impulso, o ator terá poucas oportunidades de demonstrá-lo até a cerimônia em março. Moura não foi indicado ao prêmio do sindicato dos atores, nem ao Bafta, então não tem como fazer outro discurso até o fim da campanha", afirmou Buchanan, no The New York Times.

Timothée Chalamet lidera a corrida pelo desempenho em "Marty Supreme". O crítico destaca a entrega física do ator. "Se qualquer um desta lista pode ser considerado o favorito, é ele. Ele encerra o filme com um par de cenas extraordinárias que abalam o espectador e destacam suas maiores forças enquanto ator: comprometimento físico e vulnerabilidade emocional", escreve o crítico.

O QUE WAGNER MOURA TEM A SEU FAVOR

O brasileiro tem o "timing" e a idade a seu favor. O crítico do NYT nota que "O Agente Secreto" foi visto mais recentemente pelos votantes e que Moura, aos 49 anos, pode atrair eleitores que resistem a premiar jovens como Chalamet (30 anos).

A fama prévia de Moura ajuda, mas não garante a vitória. O jornal cita que ele é mais conhecido internacionalmente que Fernanda Torres. "Desde seu papel de destaque em 'Narcos', o ator de 49 anos trabalha em Hollywood há anos, tendo participado recentemente do filme 'Guerra Civil' e da série policial 'Dope Thief'", diz o texto.

Outros veteranos ameaçam a chance de um ineditismo jovem. A Academia costuma preferir mais velhos, o que beneficia Leonardo DiCaprio em "Uma Batalha Após a Outra". Já Michael B. Jordan, em "Pecadores", vive situação similar a Bradley Cooper: muitas indicações e nenhuma vitória. "Será que Jordan também terá que continuar provando seu valor?", questiona o crítico.

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