O que é neoplasia cervical, doença que afastou Luís Roberto da Copa do Mundo

Publicado em 08/04/2026, às 08h21
Reprodução / Instagram @luisrobertoreal
Reprodução / Instagram @luisrobertoreal

Por CNN Brasil

O narrador Luís Roberto não participará da cobertura da Copa do Mundo de 2026. A informação foi divulgada pelo "ge" nesta terça-feira (7), após ele ter sido confirmado como um dos principais nomes da transmissão.

Segundo o "ge", Luís Roberto se afastará para tratar questões de saúde. Ele foi diagnosticado, após exames de rotina, com neoplasia localizada na região cervical, em fase final de avaliação para o tratamento.

O termo "neoplasia cervical" é usado para designar tumores benignos ou malignos (câncer) localizados na região do pescoço.

Segundo Cheng Tzu Yen, oncologista do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, é comum que essas neoplasias ocorram em regiões como cavidade oral, orofaringe, hipofaringe, laringe e tireoide.

O diagnóstico da neoplasia cervical pode ser feito por meio de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética. A nasofibrolaringoscopia também pode ser usada para um diagnóstico mais assertivo, de acordo com o especialista.

No caso de uma neoplasia maligna, podem surgir sintomas e sinais de alerta conforme a doença evolui. É o caso de lesões na boca; manchas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengiva ou céu da boca; nódulos no pescoço, dor de garganta persistente; dificuldade para engolir ou respirar; sangramentos ou dor no ouvido.

Entre as causas e fatores de risco para o surgimento de neoplasias cervicais estão o tabagismo, ingestão de bebidas alcoólicas, má higiene bucal, infecção por HPV e histórico familiar.

"Uma vez que o paciente contou e descreveu os sinais e sintomas, e uma vez que foram também investigados quais são os hábitos de vida desse paciente, é feito o diagnóstico para poder ser proposto o melhor tratamento", explica Yen.

O tratamento pode envolver cirurgia nos estágios iniciais, com associação ou não de radioterapia. "Outro destaque é o uso de imunoterapia no cenário da doença ainda passível de cirurgia", acrescenta o oncologista.

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