O que é o ‘caranguejo do diabo’ que matou influenciadora nas Filipinas

Publicado em 13/02/2026, às 21h45
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por Veja

Uma influenciadora de comida, Emma Amit, faleceu nas Filipinas após consumir o caranguejo do diabo, uma espécie altamente tóxica encontrada em recifes do Indo-Pacífico, levando a um alerta sobre os perigos do consumo de frutos do mar desconhecidos.

O crustáceo, identificado como Zosimus aeneus, contém toxinas neurotóxicas que não são eliminadas pelo cozimento, tornando sua ingestão extremamente perigosa, com sintomas graves como convulsões e perda de consciência.

As autoridades locais estão orientando a população a evitar o consumo de animais marinhos não identificados, enquanto o tratamento para intoxicação é limitado a cuidados de suporte hospitalar, sem antídoto específico disponível.

Resumo gerado por IA

Uma influenciadora de comida morreu nas Filipinas após consumir um crustáceo chamado “caranguejo do diabo”. A espécie, comum em recifes tropicais do Indo-Pacífico, é considerada uma das mais tóxicas da região.

O caso ocorreu na província de Palawan. A influenciadora, Emma Amit, 51, havia coletado frutos do mar em um manguezal próximo à sua casa e compartilhou nas redes sociais o preparo do alimento. No dia seguinte, apresentou mal-estar grave, convulsões e perda de consciência. Ela foi levada a uma unidade de saúde e depois transferida para um hospital, mas não resistiu.

Autoridades locais alertaram a população para evitar o consumo de animais marinhos desconhecidos.

O que é o caranguejo do diabo?


O animal é identificado cientificamente como Zosimus aeneus. Trata-se de um pequeno caranguejo encontrado em recifes da região do Indo-Pacífico, que inclui áreas do Sudeste Asiático, Japão, Austrália e diversas ilhas do Pacífico.

Seu casco costuma apresentar manchas avermelhadas ou marrons sobre um fundo mais claro, formando desenhos bem definidos. Esse tipo de coloração, em espécies marinhas, pode funcionar como sinal de alerta para predadores, indicando a presença de substâncias tóxicas.

O crustáceo vive entre rochas e corais e se alimenta de algas e pequenos organismos. Ele não ocorre no Brasil.

O que o faz ser tão venenoso?


O risco está nas toxinas acumuladas no organismo do animal. Tanto a carne quanto o casco podem conter substâncias neurotóxicas potentes, como tetrodotoxina (TTX) e saxitoxina (STX).

Especialistas alertam que o cozimento não elimina essas substâncias. Não há antídoto específico conhecido; o tratamento é de suporte hospitalar, com monitoramento principalmente da função respiratória. 

O caranguejo não é agressivo e não representa risco para quem apenas o observa na natureza. O perigo está exclusivamente na ingestão.

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