Obama responde indiretamente a post racista em conta de Trump

Publicado em 15/02/2026, às 22h30
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por Correio Braziliense

O ex-presidente Barack Obama criticou um vídeo compartilhado por Donald Trump que retrata ele e Michelle Obama de forma racista, chamando a situação de 'profundamente perturbadora'. Durante uma entrevista, Obama destacou que a maioria dos americanos desaprova esse tipo de comportamento nas redes sociais.

Obama alertou que episódios como esse podem impactar as eleições de meio de mandato, sugerindo que a resposta do público pode prejudicar candidatos republicanos alinhados a Trump, como evidenciado por resultados recentes em Minnesota.

A publicação do vídeo, que também continha alegações falsas sobre fraude eleitoral, foi removida após 12 horas. Enquanto a Casa Branca inicialmente minimizou a situação, Trump se recusou a pedir desculpas, e líderes democratas, como Hakeem Jeffries, exigiram que os republicanos condenassem o comportamento de Trump.

Resumo gerado por IA

O ex-presidente Barack Obama comentou pela primeira vez o vídeo compartilhado na conta do presidente Donald Trump na rede social Truth Social que retrata o democrata e a esposa, Michelle Obama, como macacos. Obama classificou o episódio como “profundamente perturbador”.  A declaração foi feita durante entrevista ao podcaster Brian Tyler Cohen.

“Em primeiro lugar, acho importante reconhecer que a maioria do povo americano considera esse comportamento profundamente perturbador. Há uma espécie de espetáculo circense nas redes sociais e na televisão, e a verdade é que não parece haver nenhuma vergonha nisso entre as pessoas que antes acreditavam que deveria haver um certo decoro, um senso de propriedade e respeito pelo cargo. Isso se perdeu”, afirmou.

Para Obama, episódios como esse podem ter repercussão política nas eleições de meio de mandato. “A razão pela qual ressalto que não acredito que a maioria do povo americano aprove isso é porque, em última análise, a resposta virá do povo americano. Acabamos de ver isso em Minnesota, em Minneapolis”, declarou, sugerindo que o comportamento pode prejudicar candidatos republicanos alinhados a Trump.

A publicação, que também reforça alegações falsas de fraude na eleição presidencial de 2020, foi feita em 5 de fevereiro e permaneceu no ar por cerca de 12 horas antes de ser apagada. Inicialmente, a Casa Branca classificou a reação como “indignação falsa”. Posteriormente, atribuiu o compartilhamento do conteúdo a um erro de um integrante da equipe. Trump, no entanto, afirmou que não pediria desculpas. “Só vi a primeira parte, que falava sobre fraude eleitoral... e não o vi completo”, disse a jornalistas. Questionado se considerava ter cometido um erro, respondeu: “Não, eu não cometi um erro”.

À época, o líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, saiu em defesa de Obama e Michelle, a quem chamou de “o melhor deste país”. Em nota contundente, Jeffries afirmou que Trump é “um verme vil, desequilibrado e maligno” e questionou por que lideranças republicanas como John Thune continuam a apoiá-lo. “Todos os republicanos devem denunciar imediatamente o fanatismo repugnante de Donald Trump”, declarou.

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