Trabalhadores encontram sítio arqueológico com centenas de peças durante obra na AL-102

Publicado em 24/03/2026, às 14h57
Ascom Setrand
Ascom Setrand

Por Yasmin Gregorio*

Durante a construção da rodovia AL-102 Norte em Maceió, um sítio arqueológico com mais de 500 peças foi descoberto, revelando a presença de grupos indígenas e vestígios da colonização na região. Os achados incluem fragmentos cerâmicos e ferramentas de pedra, que ajudam a entender a história local.

Os arqueólogos destacam que os materiais encontrados são essenciais para compreender a ocupação do litoral de Alagoas, oferecendo insights sobre a organização social e os hábitos das populações pré-coloniais. Entre os itens estão fragmentos de louça inglesa dos séculos XVIII e XIX, indicando diferentes fases de ocupação.

As obras da rodovia continuam com monitoramento arqueológico constante para preservar os achados, e qualquer vestígio identificado resulta na interrupção imediata das atividades. Os materiais resgatados serão enviados a museus para catalogação e estudos, enquanto a primeira etapa da obra deve ser concluída até julho.

Resumo gerado por IA

Um sítio arqueológico com mais de 500 peças foi identificado durante as obras de implantação da rodovia AL-102 Norte, no bairro de Riacho Doce, em Maceió. Os achados foram feitos por trabalhadores no trecho em construção e incluem fragmentos cerâmicos, artefatos de pedra e vestígios que ajudam a contar a história de antigas ocupações na região.

As informações foram exibidas em reportagem do programa Fique Alerta, da Pajuçara Sistemas de Comunicação (PSCOM), no final da manhã desta terça-feira (24).

Segundo arqueólogos que acompanham a obra, o material encontrado indica a presença de grupos indígenas no período pré-colonial, além de registros da ocupação durante a colonização. Entre os itens identificados estão ferramentas de pedra, como fragmentos de machados usados no cotidiano, possivelmente em atividades como derrubada de árvores e preparo da terra para plantio.

Também foram localizados fragmentos de louça inglesa datados entre os séculos XVIII e XIX, além de peças construtivas, o que aponta para diferentes fases de ocupação no local.

Importância histórica

De acordo com o arqueólogo Fabiano Nascimento, ao Fique Alerta, os vestígios são fundamentais para entender como ocorreu o processo de ocupação do litoral de Alagoas, especialmente em áreas de tabuleiros costeiros e topo de morros. 

“Os materiais permitem reconstruir aspectos do modo de vida desses grupos, como organização social, hábitos e atividades do dia a dia. Cada artefato encontrado contribui para ampliar o conhecimento sobre populações que viveram na região antes da urbanização”, explicou.

O secretário especial de Obras da Setrand, Alcides Tenório, explicou que o trabalho arqueológico ocorre de forma simultânea às obras da rodovia, como forma de garantir a preservação do material histórico encontrado na área. “O acompanhamento é contínuo. As equipes monitoram as escavações e, sempre que um possível vestígio é identificado, a atividade é imediatamente interrompida”, afirmou.

Segundo ele, após a identificação, o procedimento é comunicar o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), responsável por orientar as próximas etapas.

No caso do sítio em Riacho Doce, os materiais foram resgatados e serão encaminhados para museus, onde passarão por catalogação e estudos mais detalhados.

Obra segue em andamento

O trecho em execução liga as regiões de Guaxuma e Praia da Sereia, com cerca de seis quilômetros de extensão. No local, estão sendo realizados serviços de drenagem, terraplanagem e pavimentação.

A previsão é que a primeira etapa da obra seja concluída até julho. Após essa fase, os trabalhos devem avançar para outros trechos, com o objetivo de ampliar a ligação até o município de Barra de Santo Antônio.

"Estagiária sob supervisão

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