Veja como identificar padrões das provas, evitar erros comuns e estudar de forma inteligente
As olimpíadas escolares vão além de simples avaliações — são portas que se abrem para universos de conhecimento, reconhecimento e oportunidades que podem transformar a vida acadêmica dos estudantes. Essas competições abrangem áreas como matemática, ciências, astronomia, tecnologia e linguagens, estimulando aprendizado, criatividade e espírito de superação.
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Um dos maiores exemplos desse alcance é a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), que em sua 20ª edição reuniu mais de 57 mil escolas e envolveu mais de 18 milhões de estudantes em todo o país. Esses números impressionantes revelam o potencial dessas disputas para identificar talentos, despertar vocações e conectar jovens com comunidades apaixonadas pelo saber.
Contudo, alcançar resultados expressivos nessas competições exige método, dedicação consistente e estratégias bem definidas de preparação. Para Lucas Gualberto, professor coordenador do Instituto Fliegen, o erro mais comum ainda é tratar olimpíadas como provas escolares comuns. “As olimpíadas do conhecimento exigem uma lógica própria. O aluno precisa aprender a pensar estrategicamente, não apenas reproduzir conteúdos”, afirma.
Pensando nisso, o educador lista abaixo orientações valiosas que ajudarão você a estruturar uma rotina eficiente e maximizar seu potencial nas disputas acadêmicas. Continue a leitura e transforme sua preparação em conquistas!
Nas olimpíadas do conhecimento, memorizar fórmulas não é suficiente. As questões exigem interpretação, criatividade e construção de raciocínio. “O estudante precisa entender o problema, explorar caminhos possíveis e justificar suas escolhas. Essa mudança de mentalidade é decisiva”, explica o professor Lucas Gualberto.
Conforme Lucas Gualberto, cada olimpíada possui padrões claros de cobrança. Para ele, “resolver provas antigas permite identificar tipos recorrentes de problemas e o nível de profundidade exigido. Quando o aluno reconhece esses padrões, o estudo deixa de ser genérico e se torna muito mais eficiente”.
Em competições como a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), por exemplo, são comuns questões ligadas ao cotidiano, leitura de gráficos e compreensão de fenômenos, muito mais do que cálculos longos.
Segundo o profissional, “muitos estudantes dominam o conteúdo, mas erram por leitura apressada ou falta de estratégia. As olimpíadas cobram interpretação de texto e dados, organização do tempo e persistência para testar diferentes soluções. São habilidades que fazem diferença dentro e fora da prova”.

De acordo com o profissional, “entre os erros mais frequentes, estão buscar apenas a resposta final, desistir rápido ao encontrar dificuldades e não revisar os próprios erros. A construção do raciocínio é tão importante quanto o resultado e ignorar isso limita muito o desempenho”.
Para Lucas Gualberto, “o erro é uma das ferramentas mais poderosas da preparação olímpica. Ao revisar onde errou, se foi interpretação, conceito ou estratégia, o aluno evolui de forma mais consistente. Quem analisa os próprios erros amplia o repertório e evita repetir os mesmos padrões”, explica.
Para o professor, independentemente do resultado, a preparação para olimpíadas do conhecimento deixa um legado acadêmico importante. “Mesmo quando o aluno não conquista medalhas, ele desenvolve autonomia intelectual, pensamento crítico e maturidade acadêmica, habilidades que permanecem ao longo de toda a vida escolar“, diz Lucas Gualberto.
Quanto à constância, para o profissional, “não é preciso estudar horas por dia. A regularidade é o fator-chave. Três a cinco sessões semanais, de 40 a 60 minutos, alternando teoria, resolução de problemas e revisão de erros, já trazem resultados concretos”, conclui o educador.
Por Maria Fernanda Benedet
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