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Ômicron afeta homens e mulheres de forma diferente, indica pesquisa

Metrópoles | 25/01/22 - 18h24
Foto: Pixabay

Um levantamento realizado pela plataforma americana Web MD mostrou que a fadiga atinge mais fortemente as mulheres infectadas pela variante Ômicron de Covid-19. A pesquisa utilizou dados de 489 participantes (120 homens e 369 mulheres) que relataram ter a doença entre 23 de dezembro a 4 de janeiro deste ano.

Apesar do sintoma ser bastante comum em pessoas com a Ômicron, aproximadamente um terço dos homens disse ter sofrido com fadiga enquanto cerca de 40% das participantes femininas descreveram o cansaço extremo como uma das principais dificuldades relacionadas a Covid-19.

Em comparação, 18% dos homens afirmaram que o sintoma era recorrente durante as semanas em que estavam infectados. Entre as mulheres, o número foi de 25%. A quantidade de participantes que não relataram fadiga foi de 34% dos homens e 23% das mulheres.

Dados do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) mostram que a perda de paladar e olfato, tosse persistente e febre são os principais sintomas da Covid-19 desde o início da pandemia. O Instituto Nacional de Estatísticas Britânico (ONS, na sigla em inglês) acrescenta aos sintomas fadiga e dor de cabeça.

A fadiga é relatada por 62% dos pacientes de Covid-19 e apontada em estudos como um sinal precoce da infecção pela variante Ômicron. O sintoma é caracterizado por cansaço extremo resultante de esforço mental, físico ou por doença. Por isso, a causa acaba sendo confundida com outras condições.

Dores musculares também foram relacionadas à Covid-19. Isso ocorre porque o corpo está tentando combater o vírus constantemente, gerando também uma sensação de fadiga contínua.

Principais sintomas da variante Ômicron
A infectologista Ana Helena Germoglio explica que a infecção provocada pelo coronavírus – seja pela mutação Delta ou Ômicron – tem sintomas bastante semelhantes. “No início da Covid-19, existiam sintomas característicos como perda de olfato e paladar, que a gente não viu com tanta frequência com a Delta e, muito menos agora, com a Ômicron”, afirma a especialista.

Segundo ela, a Ômicron está associada a sintomas respiratórios mais leves, como os de um resfriado. Dores pelo corpo, na cabeça, fadiga, perda de apetite, espirros e dor de garganta são comuns. Além disso, outros sinais inéditos foram observados nos infectados pela nova mutação: suores noturnos e sensação de garganta arranhando.