Operação combate suspeitos de usar pizzaria como fachada para traficar drogas em condomínios de Maceió

Publicado em 18/03/2026, às 08h06
Divulgação/PF
Divulgação/PF

por Pedro Acioli*

Publicado em 18/03/2026, às 08h06

A Operação Última Fatia, realizada pela Polícia Federal em conjunto com a Polícia Militar e a Polícia Penal, visa desmantelar um grupo de tráfico de drogas que utilizava uma pizzaria como fachada em Maceió, resultando na prisão de duas pessoas em flagrante.

A investigação revelou que o grupo operava um esquema de 'delivery' para distribuir drogas em condomínios, utilizando motociclistas que transportavam entorpecentes em mochilas térmicas, o que facilitava a circulação nas áreas residenciais.

A operação, que faz parte da 'Operação Força Integrada I' em 15 estados, contou com apoio de equipes táticas e cães farejadores, resultando na apreensão de eletrônicos e substâncias suspeitas, com os investigados enfrentando penas que podem ultrapassar 25 anos de prisão.

Resumo gerado por IA

O grupo especializado no crime de tráfico de drogas em condomínios residenciais de Maceió foi alvo da Operação Última Fatia, da Polícia Federal (PF), junto da Polícia Militar (PM) e da Polícia Penal (PP). A ação ocorre desde as primeiras horas desta quarta-feira (18), e cumpre cinco mandados de busca e apreensão na Região Metropolitana de Maceió. Duas pessoas foram presas em flagrante pela venda ilegal de entorpecentes.

A investigação revelou que a organização criminosa utilizava uma pizzaria como fachada para esconder o armazenamento e a distribuição de drogas. O esquema de "delivery" permitia que motociclistas circulassem livremente em residenciais, transportando os entorpecentes em mochilas térmicas de entrega. 

Devido à periculosidade dos alvos e aos indícios de que o grupo mantinha um braço armado para segurança dos pontos de venda, a operação contou com o apoio de equipes táticas: Grupo de Pronta Intervenção (GPI) da Polícia Federal, o Batalhão de Polícia de Choque (BPCHOQUE) e o Canil da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL).

O uso de cães farejadores foi fundamental para a varredura em áreas de difícil acesso e no estabelecimento comercial utilizado pelo grupo em busca de drogas e armas. Com isso, Foram apreendidos dispositivos eletrônicos e substâncias com aparência de drogas. 

Os investigados responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa, cujas penas podem ultrapassar 25 anos de reclusão.

A operação 

A ação integra a iniciativa nacional denominada "Operação Força Integrada I", realizada simultaneamente em 15 estados da federação.

O nome da operação, Última Fatia, simboliza a interrupção da logística financeira e de distribuição dessa célula criminosa.

“A integração entre as forças federais e estaduais, aliada ao suporte técnico-operacional das unidades especializadas, é a estratégia central para garantir a segurança da sociedade alagoana e a desarticulação de facções que atentam contra a ordem pública”, divulgou a PF. 

*Com Ascom PF

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