Uma operação em 11 estados brasileiros foi realizada para combater a produção de armas com impressoras 3D, resultando na prisão de pelo menos quatro pessoas e no cumprimento de 32 mandados de busca e apreensão.
A investigação começou após a identificação de um usuário de rede social que liderava uma organização criminosa especializada na fabricação e venda de armamentos, incluindo um manual detalhado sobre o processo de produção.
A Operação Shadowgun, que conta com a colaboração de organismos internacionais e apoio de agências de segurança, visa desmantelar a rede que utiliza criptomoedas para transações e fornece armas a facções criminosas e grupos extremistas.
Uma operação realizada em 11 estados foi deflagrada nesta quinta-feira (12) para combater a produção de armas em impressoras 3D. Ao menos quatro pessoas foram presas, até o momento.
LEIA TAMBÉM
Estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão em São Paulo e 32 mandados de busca e apreensão em 11 estados do país. Os endereços alvos na ação estão ligados aos vendedores e aos compradores dos armamentos.
A ação deflagrada hoje atua na Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. A operação é realizada pela Polícia Civil dos estados, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e o pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.
Chamada de Operação Shadowgun, a ação foi deflagrada com a cooperação de organismos internacionais. A ação conta ainda com o apoio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
MANUAL DE COMO FABRICAR
A operação teve início a partir da identificação de um usuário de uma rede social suspeito de desenvolver e comercializar os itens. Segundo a investigação, o líder da organização criminosa é um engenheiro especializado em controle e automação. O homem teria elaborado um manual com 100 páginas explicando como fabricar as armas.
Principal item vendido pelo grupo criminoso é uma arma semiautomática. As armas fantasmas, como são conhecidos os armamentos de fogo produzidos em impressoras 3D, não possuem rastreabilidade e podem ser montadas com materiais de fácil acesso.
Organização usa criptomoeda nas negociações. Segundo a investigação, a produção as armas ocorre no Brasil e os criminosos também prestam consultoria sobre o projeto de fabricação deste tipo de produto. Eles fornecem as armas para facções criminosas e facilitam o acesso a este tipo de tecnologia para grupos extremistas de diversos locais.
Ao menos 79 compradores obtiveram os produtos, somente entre 2021 e 2022. Líder produzia carregadores alongados de pistolas de diversos calibres na impressora 3D em sua residência e comercializava o material em uma plataforma de venda on-line.
LEIA MAIS
+Lidas