por Pedro Acioli*
Publicado em 17/03/2026, às 07h55
A Polícia Civil de Pernambuco desmantelou um grupo criminoso envolvido em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com movimentações superiores a R$ 90 milhões, durante a 'Operação Teia', resultando na prisão de 11 pessoas e na expedição de 16 mandados de prisão em vários estados.
Entre os presos, um homem de 34 anos, que atuava na estrutura financeira da organização, foi detido em Alagoas e já possuía antecedentes criminais, sendo considerado de alta periculosidade pela polícia.
O líder do grupo foi encontrado em um condomínio de luxo na Paraíba, portando armas e documentos relacionados às atividades ilícitas, e a operação teve início em 2022 após a apreensão de mais de 2 toneladas de maconha em Pernambuco.
A Polícia Civil de Pernambuco revelou, nessa segunda-feira (16), novos detalhes sobre a “Operação Teia” que teve como alvo um grupo criminoso suspeito de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e movimentar mais de R$ 90 milhões com esquemas. Em Alagoas, duas pessoas foram presas suspeitas de integrar a organização criminosa, sendo uma em Penedo e uma Coruripe.
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Ao todo foram expedidos 16 mandados de prisão, onde 11 foram cumpridos, e 18 de busca e apreensão. Além do estado alagoano, os mandados foram cumpridos em Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Sergipe e Paraná.
O preso em Penedo tem 34 anos e integra a estrutura financeira da organização criminosa junto com algumas mulheres. Ele mexe com os valores milionários e é responsável pelas movimentações financeiras.
Ainda segundo apuração da TV Pajuçara, o mesmo homem já tem passagem pela polícia, quando foi pego com um armamento considerado “pesado”. Ele é considerado pela Polícia Civil de Pernambuco como um criminoso de “alta periculosidade”.
O líder do grupo também foi alvo da operação e foi encontrado e preso em um condomínio de alto padrão na orla de João Pessoa, na Paraíba, com três armas de do fogos, munições, anotações, celulares e veículos de luxos.
A operação
De acordo com o delegado Coutinho Eymard, responsável pela operação, a ação teve início em 2022, logo após a prisão em flagrante de suspeitos na cidade de Toritama, no interior de Pernambuco, com mais de 2 toneladas de maconha.
Com isso, a polícia passou a investigar e entender como funcionava a organização criminosa e a função de cada suspeito nas movimentações financeiras.
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