Operador de máquina mata chefe após receber advertência por ausência de relatórios

Publicado em 09/04/2026, às 09h17
Sinésio (imagem à esquerda) foi apontado como o autor do crime contra José Wilson (foto à direita) - Montagem TNH1
Sinésio (imagem à esquerda) foi apontado como o autor do crime contra José Wilson (foto à direita) - Montagem TNH1

Por Rádio Itatiaia

Em Piumhi, Minas Gerais, o chefe do Serviço Autônomo de Água e Esgoto, José Wilson de Oliveira, foi assassinado por seu colega Sinésio Omar da Costa Júnior após uma advertência relacionada ao trabalho, chocando a comunidade local.

O crime ocorreu após Sinésio se recusar a assinar uma advertência e receber uma suspensão, levando-o a confrontar José Wilson em sua casa, onde disparou contra ele na presença da esposa da vítima.

Sinésio fugiu do local com a ajuda de familiares, mas foi preso em Pedra do Indaiá enquanto tentava escapar, e a polícia recuperou a arma do crime, que estava escondida em uma propriedade rural.

Resumo gerado por IA

Moradores de Piumhi, no Centro-Oeste de Minas Gerais, estão chocados com a morte do chefe Administrativo e Financeiro do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), José Wilson de Oliveira, de 60 anos, assassinado pelo operador de máquina e colega de trabalho Sinésio Omar da Costa Júnior, de 51 anos. Conforme o Boletim de Ocorrência (BO), a motivação para o crime, registrado na terça-feira (7), foi uma advertência dada pelo chefe, após Sinésio se recusar a cumprir uma ordem.

O suspeito foi preso em flagrante em Pedra do Indaiá, cidade distante 100 km do local do crime, ao tentar fugir.

De acordo com informações da Polícia Militar e depoimentos de testemunhas, o crime ocorreu no bairro Jardim América. Momentos antes do crime, José Wilson havia aplicado uma advertência por escrito a Sinésio devido ao não preenchimento de relatórios diários de serviço. O suspeito recusou-se a assinar o documento e recebeu uma suspensão de três dias, deixando a sede da autarquia logo em seguida.

Câmeras de vigilância registraram o momento em que Sinésio chegou à casa da vítima, tocou a campainha e, ao ser atendido, sacou uma arma de fogo que escondia na cintura. Já dentro da garagem, o autor disparou contra o peito de José Wilson. A esposa da vítima, Leila de Oliveira, presenciou a cena e relatou que o agressor ainda teria perguntado: "Tá bom só esse, ou você quer mais um?", antes de disparar para o alto e fugir do local.

A vítima foi encontrada pela polícia caída ao lado do portão, amparada pela esposa. Uma equipe do Samu realizou o socorro imediato até o Pronto-Socorro de Piumhi, porém José Wilson não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.

Fuga e prisão

Após o homicídio, Sinésio iniciou uma fuga coordenada que contou com o auxílio de familiares. Inicialmente, ele se dirigiu à sua residência em um Fiat Palio preto, onde câmeras mostraram uma tia prestando auxílio material. Na propriedade rural da tia, a polícia localizou o uniforme do SAAE que o autor usava no momento do crime e uma espingarda calibre 28.

A prisão definitiva ocorreu na cidade de Pedra do Indaiá, onde o suspeito foi alcançado pela PM enquanto tentava fugir em um veículo Fiat Strada branco, conduzido por seu primo, Eduardo.

Sinésio indicou aos policiais o local onde havia escondido a arma do crime. Um revólver calibre 32, da marca Taurus, foi encontrado enterrado em um saco plástico na fazenda da tia dele. A arma continha duas munições deflagradas e quatro intactas. O autor admitiu não possuir registro do armamento.

Os envolvidos na fuga e o autor do homicídio foram encaminhados para a Delegacia de Piumhi.

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