Um homem fantasiado de palhaço invadiu salas de aula na Universidade Federal de Alagoas, importunando estudantes e causando preocupação na comunidade acadêmica. O incidente ocorreu no Campus A.C. Simões, onde o suspeito foi denunciado por assédio e comportamento inadequado.
O homem, que se apresentou como artista com 30 anos de experiência, negou as acusações, afirmando que sua intenção era realizar uma apresentação chamada 'Ecologia Magia' e que tinha autorização dos professores para estar no local. Ele se defendeu dizendo que a violência alegada foi apenas com um martelo de plástico, minimizando a gravidade das acusações.
A Ufal acionou sua equipe de segurança para abordar o suspeito e está aguardando um relatório sobre o incidente, que será enviado à Secretaria de Segurança Pública. A universidade planeja convocar uma reunião do Conselho Universitário para discutir o caso e buscar melhorias na segurança do campus, visando tranquilizar a comunidade acadêmica.
O caso de um homem fantasiado de palhaço que invadiu salas de aula da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) chamou a atenção das autoridades policiais na última semana. Ele foi denunciado por importunar estudantes ao tentar beijá-los e a situação passou a ser investigada pela Polícia Civil. O episódio foi registrado na última quinta-feira (12), no Campus A.C. Simões, em Maceió.
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O "palhaço da Ufal" se pronunciou nas redes sociais e negou ter cometido qualquer tipo de crime. Em vídeo, o homem afirmou que trabalha há 30 anos com arte, educação, circo e teatro, e que a intervenção na universidade se tratava de uma apresentação chamada “Ecologia Magia”. Ele também destacou que pediu autorização dos professores para entrar no local.
“Não invadi nenhum espaço e não desrespeitei ninguém e nenhuma turma. Mesmo assim, pela primeira vez na minha vida aconteceu algo absurdo: fui acusado de assédio e de importunação sexual. Não fui só acusado, fui julgado pela mídia, fui cancelado, como se eu já tivesse sido condenado”, contou o palhaço.
Em seguida, o homem negou o crime de importunação contra alunos da Ufal e disse que a "violência cometida" foi usar um martelo de plástico. “Eu não cometi nenhum ato de assédio, nenhum ato de obscenidade contra ninguém. Sou um artista, sou um palhaço que trabalha há décadas [...]. Me acusaram de violência, a violência com um martelo de plástico. Beira ao ridículo.”
Assista ao pronunciamento completo:
Denúncia
Relatos de estudantes que presenciaram a cena apontam que o homem usou o martelo de plástico para dar "marteladas" na cabeça dos estudantes de forma aleatória. Além do contato físico indesejado, ele passou a proferir frases com conteúdo obsceno e a se movimentar como quem queria dar beijos nos jovens.
Veja o vídeo:
A Ufal informou que a equipe de segurança foi acionada, abordou o suspeito e o conduziu para que saísse do local. Agora, está sendo aguardado um relatório sobre o caso, que será emitido pela empresa de segurança, para comunicar oficialmente à Secretaria de Segurança Pública.
Ainda segundo o comunicado, o Conselho Universitário tem uma comissão permanente, que trata das questões relacionadas à segurança, e deverá ser convocada uma reunião para discutir o episódio.
“A gestão reforça ainda que a Ufal é uma universidade pública e aberta. Há um fluxo grande de pessoas diariamente, inclusive para ter acesso aos serviços prestados pelas ações de extensão, com atendimento ao público em geral. [...] A gestão entende a situação e está atuando para encontrar uma saída para melhorar a segurança no campus e tranquilizar a comunidade acadêmica”, divulgou a assessoria.
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