Economia

Passagens aéreas ficaram 56,8% mais caras nos últimos 12 meses

Metrópoles | 11/10/21 - 16h53 - Atualizado em 11/10/21 - 16h56
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Quem decidiu viajar no feriado de 12 de outubro se chocou com o alto preço das passagens aéreas. Diante do aumento da população vacinada, a disparada da inflação pesou sobre o setor de aviação. No acumulado de 12 meses, os bilhetes subiram 56,81%. O setor foi um dos que mais sofreu durante o auge da pandemia da Covid-19, no ano passado. As três maiores empresas aéreas do Brasil – Azul, Gol e Latam – chegaram a registrar as maiores reduções nos valores cobrados por passagens.

Em preços atualizados pela inflação até dezembro de 2020, a tarifa média foi de R$ 376,29. Na comparação com 2019, quando a tarifa média foi de R$ 439,89, houve uma queda de 14,5%. Agora, esse valor é de R$ 806. Além da retomada econômica, outro fator que influencia na alta da tarifa é o preço dos combustíveis. O vilão da inflação impacta diretamente no setor aéreo, uma vez que o querosene é um dos principais custos para as companhias. De acordo com um relatório da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no segundo trimestre, o valor do litro do querosene de aviação ficou 91,7% superior ao verificado no mesmo período de 2020.

Compra antecipada - De acordo com um levantamento do Kayak, metabuscador de viagens, a média de preço dos voos nacionais é 58% mais barata para compras feitas com cerca de um mês de antecedência. Voos internacionais, por outro lado, ficam até 47% mais baratos para compras feitas com cerca de quatro meses de antecedência. Os dados tiveram como base os valores encontrados no mês de julho de 2021, quando o maior valor médio de passagens em voos nacionais foi registrado no dia anterior à viagem (R$ 1.766) e o menor com 33 dias de antecedência do embarque (R$ 749).

Já os índices internacionais, com partida de qualquer aeroporto do Brasil e destino a qualquer país, também mostram que o dia anterior à viagem costuma ser o mais caro para comprar passagens (média de R$ 5.722) e o menor foi registrado cerca de três meses antes da viagem (R$ 3.006).