A corretora de imóveis Daiane Alves Souza foi encontrada morta em Caldas Novas (GO), com uma bala supostamente alojada em sua cabeça, conforme informações preliminares de perícia. A polícia investiga o caso, que pode ter ocorrido em um curto intervalo de tempo, entre o desaparecimento da vítima das câmeras de segurança e a passagem de outra moradora.
O síndico do condomínio, Cléber, confessou ter colaborado com as investigações ao indicar o local onde o corpo foi encontrado, e a polícia acredita que ele tenha desligado a energia do apartamento de Daiane para forçá-la a descer ao subsolo, onde foi abordada. A investigação revela que o crime pode ter sido cometido em apenas oito minutos, e o síndico possui um histórico de conflitos com a vítima.
Cléber enfrentará acusações de homicídio e ocultação de cadáver, enquanto seu filho, Michael, foi preso por obstrução da investigação, após substituir o celular do pai para dificultar a coleta de provas. A polícia continua a análise do celular encontrado na tubulação de esgoto e aguarda laudos periciais para confirmar detalhes sobre a morte de Daiane.
Durante perícia, uma bala foi encontrada alojada na cabeça da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, encontrada morta na madrugada da última quarta-feira (28), em uma área de mata na região de Caldas Novas (GO). A informação foi confirmada à CNN Brasil nesta segunda-feira (2), pelo advogado da vítima, Plínio Mendonça.
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Segundo o advogado, um celular foi apreendido após ser encontrado na tubulação de esgoto do condomínio e também passará por perícia, para identificar se seria o aparelho de Daiane. Leia a nota na íntegra:
"A informação é extra oficial, a Polícia Técnico Científica encontrou um projétil alojado no crânio dela. No entanto, os laudos periciais ainda não foram concluídos e oficialmente divulgados.
Houve a apreensão de um aparelho celular na tubulação de esgoto do condomínio e também será periciado para saber se de fato era o celular da Daiane. O apontamento do local foi feito pelo próprio acusado no dia da perícia complementar de reconstituição do crime."
Procurara, a Polícia Técnico Científica afirmou que o laudo pericial não foi concluído e liberado, portanto, não há como confirmar a existência de uma bala alojada na cabeça de Daiane.
Morte de corretora e prisão de suspeito
O corpo da corretora foi encontrado pela PCGO (Polícia Civil de Goiás) em uma área de mata.
A polícia afirma que a morte de Daiane pode ter acontecido em um intervalo de oito minutos: isso porque esse foi o tempo entre o sumiço dela das imagens das câmeras de segurança e a passagem de outra moradora pelo local onde a vítima teria sido morta.
Durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (28), a Polícia Civil de Goiás informou que o síndico confessou o crime ao colaborar com as investigações e indicar aos agentes o local onde o corpo da vítima foi abandonado.
Dinâmica do crime
Segundo a Polícia Civil, Cléber teria desligado propositalmente o fornecimento de energia do apartamento de Daiane, forçando-a a descer até o subsolo do prédio. No local, ele a teria abordado enquanto a vítima filmava os relógios de energia.
A investigação aponta que o crime pode ter ocorrido em um intervalo de aproximadamente oito minutos: Daiane desaparece das imagens às 19h, e às 19h08 as câmeras registram apenas a passagem de outra moradora pelo prédio.
A análise da polícia indica que Daiane foi morta dentro do condomínio e retirada já sem vida. A única imagem do suspeito registrada naquele dia é das 12h27. Ele não utilizou os elevadores, e os acessos às escadas não eram cobertos por câmeras de monitoramento.
Ocultação e "confissão"
O síndico levou os agentes até uma área de mata em Caldas Novas onde havia abandonado o cadáver. Embora a confissão não tenha sido feita em depoimento formal, na prática, a polícia já considera esse gesto como uma admissão de envolvimento no crime.
Michael, filho do síndico, foi preso por suspeita de obstrução da investigação. Segundo a polícia, ele teria substituído o celular do pai para prejudicar a coleta de provas e praticado outras ações para atrapalhar o trabalho das investigações.
A conclusão da Polícia Civil é que o síndico possuía "meios, modos e motivos" para o crime, fundamentados em um histórico de perseguição e nos 12 processos judiciais que a corretora movia contra ele. Cléber responderá por homicídio e ocultação de cadáver.
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