Perícia usa tecnologia inédita para identificar vestígios em duplo homicídio no Antares

Publicado em 18/01/2026, às 20h01
Equipamento de ponta otimiza a identificação de vestígios invisíveis e marca um novo patamar para a perícia criminal em Alagoas - Foto: Ascom Polícia Científica
Equipamento de ponta otimiza a identificação de vestígios invisíveis e marca um novo patamar para a perícia criminal em Alagoas - Foto: Ascom Polícia Científica

Por Redação com assessoria

A perícia criminal de Alagoas utilizou pela primeira vez o tablet ForensScope para investigar um duplo homicídio em Maceió, permitindo a identificação de vestígios que não seriam detectados por métodos tradicionais.

Os peritos realizaram um escaneamento detalhado do local, encontrando impressões digitais e palmares em superfícies que indicam a eficácia da nova tecnologia na preservação de evidências.

As impressões coletadas foram enviadas para análise técnica e, se identificáveis, serão comparadas com bancos de dados biométricos para tentar localizar suspeitos.

Resumo gerado por IA

A perícia criminal de Alagoas utilizou, pela primeira vez, uma nova tecnologia para analisar a cena de um duplo homicídio ocorrido no bairro Antares, em Maceió. O equipamento, um tablet de alta precisão chamado ForensScope, foi empregado na varredura do local do crime e permitiu a identificação de vestígios que não seriam percebidos a olho nu ou por métodos tradicionais.

Durante o trabalho, os peritos realizaram um escaneamento detalhado de paredes, pisos, móveis, janelas e equipamentos eletrônicos em busca de microvestígios relacionados à autoria do crime. A análise envolveu profissionais responsáveis pela perícia externa e especialistas em microvestígios, que obtiveram resultados considerados positivos já na primeira aplicação do equipamento.

Segundo o perito criminal Gabriel Feitosa, a avaliação inicial indicou que o cenário apresentava condições favoráveis para a preservação de impressões digitais, o que motivou uma nova diligência com o uso da tecnologia. De acordo com ele, o equipamento possibilitou localizar impressões latentes invisíveis a olho nu com mais rapidez e qualidade superior à dos procedimentos convencionais.

Além de Gabriel Feitosa, participaram da análise os peritos Lincoln Machado e Nicholas Passos, que identificaram uma impressão palmar e diversas impressões digitais em superfícies como paredes e o vidro de uma janela da residência. Para os especialistas, o uso da nova ferramenta amplia a capacidade de detecção e revelação de vestígios em cenas de crimes violentos, contribuindo diretamente para o fortalecimento das provas materiais.

As impressões coletadas foram encaminhadas para análise técnica e, caso apresentem pontos suficientes de identificação, serão confrontadas com bancos de dados biométricos na tentativa de identificar possíveis suspeitos.

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