Um vazamento de quase 15 m³ de fluido secundário ocorreu durante a perfuração do bloco 59 na bacia Foz do Amazonas, levando a Petrobras a suspender temporariamente as atividades por questões de segurança.
O incidente não envolveu um escape de petróleo, mas gerou preocupações em um contexto de divisões políticas sobre a exploração de petróleo na região, que é alvo de críticas de ambientalistas e apoio de setores do governo.
A Petrobras comunicou o Ibama sobre o vazamento, que havia autorizado a perfuração após anos de debate, e a situação atual envolve a paralisação das atividades enquanto se avaliam os impactos do incidente.
A perfuração do bloco 59 da bacia Foz do Amazonas registrou um vazamento no último domingo (4), e as atividades em busca de petróleo no local foram paralisadas temporariamente pela Petrobras, por segurança.
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Segundo pessoas que acompanham a operação, o acidente aconteceu com um fluido secundário injetado na atividade da sonda perfuradora, e não se trata de um escape de petróleo.
A Petrobras estima que vazaram quase 15 m³ deste produto no mar e comunicou o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
O instituto autorizou a perfuração de poço na Foz do Amazonas, bacia que integra a chamada margem equatorial do país, em outubro do ano passado, após anos de embates pela licença.
A exploração de petróleo na bacia Foz do Amazonas dividiu o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O empreendimento foi muito criticado por ambientalistas e pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, mas foi defendido por pastas como a de Minas e Energia, por parlamentares da base, pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e pelo próprio Lula.
Após mais de uma década de análises, o Ibama liberou a perfuração às vésperas da COP30, a conferência sobre clima das Nações Unidas que aconteceu em Belém (PA).
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