A Prefeitura de Piranhas, em Alagoas, declarou situação de emergência devido à contaminação da água após chuvas recentes, tornando os reservatórios impróprios para consumo e colocando em risco a saúde da população.
A contaminação é resultado do arraste de fezes de animais e a presença de poluentes, apesar do aumento dos níveis de água nos açudes e barreiros durante o período chuvoso.
O decreto de emergência, válido por 180 dias, permite a mobilização de órgãos municipais para garantir o fornecimento de água potável e mitigar os impactos à população, seguindo a Portaria nº 260/2022 do governo federal.
A Prefeitura de Piranhas, no sertão de Alagoas, decretou situação de emergência por 180 dias após constatar que a água acumulada em reservatórios do município está contaminada e imprópria para consumo humano e animal. O decreto foi publicado nesta quinta-feira (19), após análise das condições da água disponível na região.
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De acordo com o município, as chuvas recentes aumentaram o volume de água em açudes, barreiros e outros reservatórios, mas também provocaram o arraste de fezes de animais, além da presença de insetos, roedores e outros poluentes, comprometendo a qualidade da água.
A gestão municipal alerta que a situação representa risco direto à saúde da população e pode levar ao desabastecimento de água potável. O problema também ameaça atividades econômicas essenciais da região, como a agricultura e a pecuária, que dependem do acesso à água de qualidade.
Com o decreto, todos os órgãos municipais foram autorizados a atuar em regime de urgência para tentar conter os impactos da contaminação. As ações incluem medidas para restabelecer a potabilidade da água e garantir o abastecimento da população.
Histórico de chuvas no município
A nova medida ocorre poucos dias depois de Piranhas já ter enfrentado outro cenário crítico provocado pelas chuvas intensas e enxurradas registradas no início de março, onde áreas urbanas e rurais foram afetadas.
Na ocasião, a prefeitura havia decretado situação de emergência para lidar com os danos causados pelas precipitações. No entanto, após reavaliação da Defesa Civil, o município decidiu reduzir o prazo deste decreto para 40 dias, pois, de acordo com o relatório, houve diminuição dos riscos imediatos, restando apenas danos pontuais, como reparos em vias e limpeza de áreas atingidas.
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