'Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país', diz Haddad sobre caso Master

Publicado em 13/01/2026, às 13h25
Detalhe da fachada da sede do Banco Master - Rafaela Araujo / Folhapress
Detalhe da fachada da sede do Banco Master - Rafaela Araujo / Folhapress

Por Marcos Hermanson / Folhapress

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, alertou sobre a possibilidade de a fraude no Banco Master ser a maior da história do Brasil, enfatizando a necessidade de cautela e defesa do interesse público.

Haddad destacou a importância da transparência nas investigações do TCU e elogiou o trabalho do Banco Central, que está em contato constante com o ministério para apurar responsabilidades e buscar ressarcimento dos prejuízos.

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal realizaram aportes no Fundo Garantidor de Créditos, que agora arcará com R$ 42 bilhões em dívidas do Banco Master, tornando o caso uma questão de interesse público.

Resumo gerado por IA

Ao comentar o caso do Banco Master nesta terça-feira (13), o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou que o Brasil pode estar diante da maior fraude bancária da história do país.

"O caso inspira muito cuidado. Nós podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país e temos que tomar todas as cautelas devidas", afirmou Haddad em conversa com jornalistas na porta do ministério. "Garantindo espaço para a defesa se explicar, mas sendo firmes em relação àquilo que tem que ser defendido, que é o interesse público".

Ao ser questionado sobre a inspeção do TCU (Tribunal de Contas da União) no BC, determinada pelo relator do caso na corte, ministro Jhonatan de Jesus, o ministro afirmou que "toda transparência ajuda" e voltou a defender o trabalho do Banco Central e do presidente da instituição, Gabriel Galípolo, com quem disse estar em contato diário.

"O trabalho feito pelo Banco Central é tecnicamente muito robusto", disse. "Falei com o presidente do TCU [Vital do Rêgo] algumas vezes ao telefone durante a semana passada [e] penso que houve ali uma convergência sobre como ajudar, como fazer o melhor para o país conhecer a verdade, apurar responsabilidades, eventualmente obter ressarcimento dos prejuízos causados."

Haddad também lembrou dos aportes feitos pelo Banco do Brasil e pela Caixa Ecônomica Federal no FGC (Fundo Garantidor de Créditos) –que agora será responsável por honrar cerca de R$ 42 bilhões em dívidas do Master– e disse que, até por isso, o assunto é de interesse público.

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