Polícia Civil vai até a Praia do Gunga apurar denúncia de extorsão contra turista

Publicado em 08/01/2026, às 12h30
Praia do Gunga, em Roteiro, no Litoral Sul do estado. - Foto: Reprodução/ Márcio no Mundo
Praia do Gunga, em Roteiro, no Litoral Sul do estado. - Foto: Reprodução/ Márcio no Mundo

por Eberth Lins

Publicado em 08/01/2026, às 12h30

A Polícia Civil investiga denúncias de cobranças abusivas contra turistas na Praia do Gunga, em Alagoas, após uma mulher relatar ter sido extorquida ao pagar R$ 800 por um pedido que não chegou a ser consumido.

A vítima, que reside na Itália, afirmou que precisou cancelar o pedido devido ao mal-estar do marido, mas foi forçada a pagar mesmo sem consumir nada, o que caracteriza crimes de extorsão e constrangimento ilegal.

O delegado Bruno Fernandes informou que a polícia está reforçando a presença na área e que comerciantes se comprometeram a colaborar nas investigações, enquanto ainda não foram identificados os responsáveis pelas cobranças abusivas.

Resumo gerado por IA

A Polícia Civil investiga denúncias de cobranças abusivas contra turistas na Praia do Gunga, em Roteiro, no Litoral Sul de Alagoas. O caso veio à tona após uma mulher relatar que teria sido vítima de extorsão ao visitar o local.

Segundo o relato, a vítima é alagoana, mora na Itália e retornou ao estado para passar férias. Ela afirmou que, ao sentar em um estabelecimento na praia e apenas sinalizar alguns pratos, precisou cancelar o pedido depois que o marido passou mal. Mesmo sem consumir alimentos ou bebidas, a mulher disse que só conseguiu deixar o local após pagar R$ 800.

O delegado Bruno Fernandes informou que, se confirmada, a situação caracteriza crimes de extorsão e constrangimento ilegal.  Equipes da Polícia Civil estiveram na região para apurar a denúncia e reforçar a presença policial como forma de prevenção.

Delegado Bruno Fernandes em entrevista à TV Pajuçara
Delegado Bruno Fernandes em entrevista à TV Pajuçara

Segundo o delegado, representantes ligados à atividade comercial da área se comprometeram a colaborar com as investigações e a coibir esse tipo de prática. Ainda de acordo com a polícia, até o momento, não foi possível identificar os supostos autores da cobrança.

"Nosso objetivo é evitar que essas práticas voltem a acontecer, sejam reiteradas. É causar esse impacto. Fomos ontem e vamos voltar outra outras vezes. Caso aconteça, vamos instaurar os procedimentos cabíveis, apurar os fatos e responsabilizar todos os envolvidos", disse o delegado em entrevista à TV Pajuçara, no Fique Alerta desta quinta-feira (08).

Durante a presença das equipes policiais no local, nenhuma irregularidade foi registrada. 

Segunda denúncia da semana

Essa seria a segunda denúncia que veio à tona esta semana. Na primeira, um turista de São Paulo usou as redes sociais para relatar uma série de golpes que ele e mais quatro pessoas teriam sofrido durante a passagem pelo local.

Dois casais decidiram fazer um passeio de quadriciclo na região. O problema, segundo o turista, foi que o pagamento, R$ 100 por pessoa, só poderia ser feito em dinheiro.

Segundo ele, uma espécie de agiota estava no local para trocar o PIX dos clientes por dinheiro, mas a operação incluía juros.

"Ele disse: 'você vai me mandar R$ 240 (dos dois ingressos) e eu (devolverei) R$ 200'. Isso aí é uma puta sacanagem. O turista que vai gastar o dinheiro não é trouxa. Infelizmente, a gente quer fazer o passeio, é longe, tem que pagar. Fizemos a troca e acabamos pagando quase R$ 80 a mais do que o valor dos ingressos", relatou Dam Clais.

No fim do passeio, o grupo foi abordado por um fotógrafo, que segundo o turista, fazia parte da mesma equipe do quadriciclo. Ele disse que cobraria R$ 20 pelas fotos, podendo receber via PIX.

"Mandei o PIX. O cara tirou duas fotos da gente. Mandei mensagem: 'Cadê a foto'. Ele disse que ia editar", contou o turista.

Por fim, o último golpe teria acontecido na hora de usar as cadeiras da praia. Segundo o turista, os administradores permitiam sentar sem cobrar nada, bastando pedir uma porção de comida. Mas na hora de ir embora, o grupo descobriu que precisaria comprar uma porção por cadeira.

Ele disse ainda que a porção mais barata custava R$ 110. Para acertar os valores, o grupo precisou pedir outras três tapiocas.

"O golpe foi grande. Eu não recomendo [a Praia do Gunga]. É um lugar legal, se não fosse essa patifaria. Ficamos muito chateados. O turismo precisa ser explorado da maneira correta. Explorem o turismo, não o turista."

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