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Polícia Federal e Polícia Civil vão investigar incêndio na Cinemateca

Metrópoles | 30/07/21 - 10h01
Futura Press / Folhapress

Polícia Federal e Polícia Civil de São Paulo vão investigar as causas do incêndio que destruiu, na quinta-feira, um galpão da Cinemateca Brasileira, na Vila Leopoldina, na capital paulista. O local abrigava acervo.

Ainda na noite de quinta, o secretário especial de Cultura do governo federal, Mario Frias, divulgou nota dizendo que vai solicitar investigação à Polícia Federal sobre o incêndio. Ele disse que quer entender o que aconteceu. A Cinemateca faz parte da estrutura do governo federal.

Após o controle do fogo por parte do Corpo de Bombeiros, também na quinta, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o local será vistoriado e periciado pelo Instituto de Criminalística (IC). “A Polícia Civil prosseguirá com as investigações para esclarecer as causas do incêndio”, disse, em nota.

Representantes do governo de SP criticaram, na quinta, a gestão federal da Cinemateca. Tanto o governador João Doria (PSDB) quanto o secretário estadual de Cultura, Sérgio Sá Leitão, destacaram a falta de atenção do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) com a Cinemateca e a área cultural em geral.

Início do incêndio

O incêndio em um galpão de 1.000 metros na Cinemateca Brasileira, em São Paulo teve início por volta das 18h durante a manutenção do sistema de ar-condicionado, segundo a capitã do Corpo de Bombeiros Karina Paula Moreira, que comanda a operação de combate ao fogo.

De acordo com ela, o incêndio começou em uma das salas do acervo histórico do terceiro andar, enquanto uma equipe terceirizada do governo federal fazia a manutenção do ar-condicionado.

“Essa parte do andar é dividida em três salas, sendo duas de filmes de 1920 e 1940, e uma parte de arquivos impressos e documentos históricos. Essas três salas foram atingidas pelo fogo. Nós estamos levantando o que foi queimado e o que foi preservado. Provavelmente, não foi preservado nada nessas salas, porém, no térreo tem uma parte grande do acervo histórico que não foi atingida”, explicou a representante dos bombeiros.