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Polícia indicia “Don Juan” por vazar nudes de mulheres na internet

Metrópoles | 22/07/21 - 15h29
Reprodução

A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam I) cumpriu, nesta quinta-feira, 22, mandado de busca e apreensão na residência de um motoboy, de 36 anos, acusado de divulgar fotos, com conteúdo sexual, sem a autorização da vítima em grupos de WhatsApp. O caso foi revelado pelo Metrópoles em 9 de julho deste ano.

Na casa do suspeito, os policiais apreenderam celular, computador e pendrive. Em seguida, o motoboy confessou a prática do crime, acrescentando que havia sido processado por fato semelhante.

Os objetos foram encaminhados à perícia. O acusado foi indiciado pelo crime de divulgação de fotos íntimas sem autorização da vítima, com pena de 1 a 5 anos.

Ele, entretanto, responderá ao crime em liberdade porque não houve prisão em flagrante. Enquanto isso, a Deam I tenta identificar mais vítimas. “Ele próprio fala que filmou e tirou fotos de outras pessoas”, explica o delegado Thiago Hexsel.

Entenda o caso

Um grupo formado por 10 mulheres se reuniu para juntar provas contra o motoboy, que teria filmado, fotografado e publicado cenas de sexo com elas em grupos de WhatsApp. Uma das vítimas descobriu que fotos e vídeos íntimos dela foram parar na internet após ser alertada por mensagens em seu perfil no Instagram.

De acordo com a mulher, ele teria exibido dezenas de imagens no grupo, entre piadas e comentários machistas. Os prints foram salvos por integrantes do grupo em que o homem se gabava pelas noites de sexo.

Uma das mulheres que conversou com o Metrópoles disse ter conhecido o motoboy por meio de um aplicativo de relacionamentos. “Saímos algumas vezes e nos relacionamos sexualmente, sim. Ele tirou fotos minhas, e eu imaginei que ele guardaria, não que jogaria em um grupo. Houve, no entanto, a gravação de um vídeo sem o meu consentimento”, explicou.