Polícia investiga denúncia de estupro coletivo de aluno em banheiro de escola em SP

Publicado em 10/03/2026, às 15h21
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Por Folhapress

A Polícia Civil de São Paulo investiga um caso de estupro coletivo de um menino em uma escola estadual, com quatro estudantes menores de 18 anos sendo apontados como suspeitos. O incidente ocorreu em 27 de fevereiro e gerou uma resposta imediata da Secretaria de Educação, que lamentou o ocorrido e anunciou uma apuração interna.

A mãe da vítima notou mudanças no comportamento do filho após o incidente, levando a família a buscar ajuda. O irmão mais velho da vítima relatou que um colega retirou o menino do banheiro, onde ele teria sido agredido sexualmente por outros alunos.

A Secretaria da Segurança Pública registrou o caso como ato infracional análogo a estupro de vulnerável e a vítima será ouvida pela polícia. Além disso, a Secretaria de Educação enviou equipes de apoio psicológico à escola para ajudar na situação.

Resumo gerado por IA

A Polícia Civil de São Paulo investiga a denúncia de estupro coletivo de um menino dentro do banheiro de uma escola estadual na zona norte da capital paulista. Quatro estudantes, todos com menos de 18 anos, são investigados após terem sido apontados como responsáveis pela agressão sexual.

O caso aconteceu no último dia 27 de fevereiro. Em nota, a Secretaria de Educação, do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse que lamenta o ocorrido e repudia toda e qualquer forma de abuso. Também informou que a Unidade Regional de Ensino vai abrir uma apuração sobre a conduta da gestão escolar em relação aos fatos.

"Assim que recebeu a denúncia, a equipe gestora acionou o Conselho Tutelar e os responsáveis pelos estudantes. Um boletim de ocorrência também foi registrado", informou a secretaria, em nota.

Segundo a polícia, a mãe do menino percebeu um comportamento atípico do filho quando ele chegou da escola. Ele teria ido direto para o quarto, evitando conversar com a mãe.

O irmão mais velho da vítima então relatou que um colega retirou seu irmão do banheiro da escola após notar um "comportamento incomum" entre alguns estudantes no local. O menino então relatou que teria sido agredido sexualmente por quatro estudantes.

Os alunos apontados pela vítima estão no 7º e no 9º anos do ensino fundamental —que atendem, regularmente, estudantes de 12 e 14 anos.

A mãe da vítima relatou à polícia que foi à escola no dia 2 de março para solicitar providências. Ela contou que os responsáveis pelos estudantes acusados foram chamados pela direção e que, mesmo diante da presença dos pais e da diretora, um dos meninos teria ameaçado seu filho.

O menino teria dito à vítima para "pensar bem" sobre o que contaria, sob o risco de ser agredido na saída da escola caso insistisse na denúncia.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do estado informou que o caso foi registrado como ato infracional análogo a estupro de vulnerável. Declarou que a vítima será ouvida no distrito policial juntamente com a responsável para maiores esclarecimentos. "Detalhes serão preservados devido à natureza criminal e por envolver menor de idade."

A Secretaria de Educação também disse ter enviado para a escola equipes do programa Conviva (Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar), incluindo um psicólogo, para acompanhar a situação e orientar a equipe escolar.

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