A Polícia Civil desmantelou um esquema em Santos que prometia benefícios amorosos e de saúde, envolvendo um total de R$ 150 mil, após a denúncia de um idoso que perdeu dinheiro em busca de curas espirituais.
A investigação, iniciada em dezembro, revelou que uma mulher identificada como Lúcia pressionava os clientes a realizar pagamentos, alegando que 'entidades' exigiam os valores, e que a verdadeira responsável era uma jovem de 19 anos com histórico familiar de estelionato.
Durante a operação, foram apreendidos materiais relacionados ao esquema, incluindo panfletos e animais que seriam usados em rituais, e a mulher foi indiciada por estelionato qualificado, com o inquérito em andamento para identificar outras possíveis vítimas.
A Polícia Civil desmontou um suposto esquema que prometia benefícios no amor e na saúde em Santos, no litoral paulista, e que teria movimentado ao menos R$ 150 mil.
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O caso, investigado pelo 7º Distrito Policial de Santos, chegou até a polícia por meio da denúncia de um idoso de 77 anos, que teria perdido a quantia após fazer vários pagamentos em busca das promessas de cura espiritual anunciadas. A apuração começou em 8 de dezembro.
No endereço investigado, uma mulher que se apresentava como Lúcia fazia os atendimentos em sessões que, segundo o idoso, tinham discursos míticos e pressões, inclusive para fazer os pagamentos porque "as entidades pediam", diz a polícia.
Com a quebra de sigilo telefônico e bancário autorizada pela Justiça, os agentes do distrito rastrearam o dinheiro, que era direcionado a contas de terceiros indicados pela mulher.
Com a rede desmantelada, a polícia chegou também à verdadeira identidade da mulher por trás do esquema do "perito do amor", como estava nos cartazes. Uma jovem de 19 anos identificada como Gabrielly, filha de uma pessoa com antecedentes criminais por práticas semelhantes ao estelionato.
Em uma ação de busca e apreensão, os policiais apreenderam os panfletos, aparelhos celulares, máquinas de cartão, uma galinha e um pombo que supostamente seriam usados em rituais.
"Os animais foram recolhidos com apoio da Guarda Civil Municipal e entregues à ONG Pombos de Santos, que assumiu os cuidados emergenciais e sanitários", afirmou a polícia em comunicado do Deinter 6 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior) divulgado nesta sexta-feira (6).
A mulher permaneceu em silêncio durante o depoimento e foi indiciada por estelionato qualificado, por ter supostamente praticado o crime contra uma pessoa idosa. Como pode haver outras vítimas, o inquérito segue em andamento.
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