Os nove mandados da operação Métis, da Polícia Federal que resultou na prisão de quatro policiais legislativos e no cumprimento de mandados em gabinetes no Congresso Nacional, visam desarticular associação criminosa armada responsável por atrap...
Os nove mandados da operação Métis, da Polícia Federal que resultou na prisão de quatro policiais legislativos e no cumprimento de mandados em gabinetes no Congresso Nacional, visam desarticular associação criminosa armada responsável por atrapalhar a Operação Lava Jato, entre outras investigações.
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Os mandados estão sendo cumpridos apenas em Brasília/DF, sendo quatro de prisão temporária. Além desses mandados de prisão temporária, a PF cumpre também outros cinco mandados de busca e apreensão, um deles nas dependências da Polícia do Senado. Os mandados foram expedidos pela 10º Vara Federal do Distrito Federal.
Foram obtidas provas de que o grupo, liderado pelo Diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo Carvalho, conduzido coercitivamente, tinha a finalidade de criar embaraços às ações investigativas da Polícia Federal, procurando e desmontando escutas nos gabinetes e em casas de senadores e de ex-senadores, utilizando-se de equipamentos de inteligência públicos.
Em um dos eventos, o Diretor da Polícia do Senado ordenou a prática de atos de intimidação à Polícia Federal, no cumprimento de mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal em apartamento funcional de Senador.
Os investigados responderão por associação criminosa armada, corrupção privilegiada e embaraço à investigação de infração penal que envolva organização criminosa. Somadas, as penas podem chegar a 14 anos e 6 meses de prisão, além de multa.
A Justiça Federal determinou a suspensão do exercício da função pública dos policiais do Senado envolvidos. O nome da operação faz referência à Deusa da proteção, com a capacidade de antever acontecimentos.
Os agentes da Polícia Federal já deixaram o Congresso Nacional.
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