O preço do petróleo caiu drasticamente após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, indicando que a guerra no Irã pode estar chegando ao fim, o que poderia normalizar o transporte marítimo na região do estreito de Hormuz, vital para a produção global de petróleo.
O barril Brent viu uma queda de mais de 11%, enquanto o WTI também despencou, refletindo um alívio no mercado após a alta recente, que havia alcançado os maiores valores desde julho de 2022.
Em resposta à situação, Trump considera aliviar sanções contra a Rússia e liberar estoques emergenciais de petróleo, enquanto os países do G7 se preparam para implementar medidas em resposta ao aumento dos preços globais, embora ainda não tenham se comprometido com a liberação de reservas de emergência.
O preço do petróleo despencou nesta terça-feira (10) com os investidores menos tensos após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que a guerra no Irã pode terminar em breve. A situação poderia normalizar o transporte marítimo, já que os navios-petroleiros não estão conseguindo passar pelo estreito de Hormuz, que fica ao lado da costa iraniana e por onde trafega 20% da produção mundial de petróleo e gás.
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A declaração de Trump foi vista pelo mercado como um alívio em meio às preocupações sobre as reservas de petróleo. O fim do conflito também permitiria que países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar retomassem a produção paralisada.
O barril Brent, referência mundial, chegou a desabar mais de 11% durante a sessão desta terça, cotado a US$ 87,35 (R$ 451,21). Às 12h10, o contrato de maio era vendido a US$ 88,50 (R$ 457,15), uma queda de 10,55% em relação ao fechamento no dia anterior.
A redução no preço ocorre um dia após o petróleo superar o seu maior valor desde julho de 2022, quando bateu US$ 119,46 durante a sessão de segunda-feira (9).
O petróleo WTI (West Texas Intermediate) também está em forte queda na terça, sendo vendido a US$ 83,97 (R$ 433,74), uma desvalorização de 11,39% em relação a segunda-feira, quando chegou a atingir US$ 119,43, também o maior valor em quase quatro anos.
Trump disse em entrevista na segunda-feira que achava que a guerra contra o Irã estava "praticamente encerrada" e que Washington estava "muito à frente" de seu prazo inicial estimado em quatro a cinco semanas.
"Claramente, os comentários de Trump sobre uma guerra de curta duração acalmaram os mercados. Embora tenha havido uma reação exagerada para o lado positivo ontem, achamos que há uma reação exagerada para o lado negativo hoje", avalia Suvro Sarkar, líder da equipe do setor de energia do DBS Bank, acrescentando que o mercado estava subestimando os riscos nesses níveis para o Brent.
"Os tipos Murban e Dubai ainda estão bem acima de US$ 100 por barril, portanto, praticamente nada mudou em termos de realidades básicas", diz Sarkat, em relação aos tipos de petróleo de referência do Oriente Médio.
Em resposta a Trump, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã afirmou que "determinaria o fim da guerra" e que Teerã não permitiria que "um litro de petróleo" fosse exportado da região se os ataques dos EUA e de Israel continuassem, afirmou a mídia estatal nesta terça, citando o porta-voz das forças armadas iranianas.
Os preços, no entanto, permanecem sob pressão enquanto Trump considera a possibilidade de aliviar as sanções contra a Rússia e liberar estoques emergenciais de petróleo bruto como parte de um pacote de opções destinadas a conter a alta dos preços globais do petróleo, de acordo com várias fontes.
"As discussões em torno da flexibilização das sanções contra o petróleo russo, os comentários de Donald Trump sugerindo que o conflito poderia eventualmente diminuir e a possibilidade de os países do G7 utilizarem as reservas estratégicas de petróleo apontaram para a mesma mensagem que os barris de petróleo continuarão de alguma forma a chegar ao mercado", afirma Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova.
Países do G7 disseram na segunda-feira que estavam preparados para implementar "medidas necessárias" em resposta ao aumento dos preços globais do petróleo, mas não chegaram a se comprometer com a liberação de reservas de emergência.
BOLSAS, OURO E BITCOIN SOBEM
As declarações de Trump também levaram os investidores a voltar a apostar em ativos de risco, o que resultou na subida das principais Bolsas pelo mundo nesta terça. Os índices da Europa saltaram mais de 2%, enquanto os maiores mercados asiáticos valorizaram até 5,35%, como foi o caso de Seul.
As Bolsas da China subiram 1,28% no índice CSI300, que reúne as principais companhias listadas em Xangai e Shenzhen, e 0,65% no índice SSEC, em Xangai. O Nikkei, em Tóquio, ganhou 2,88% nesta terça.
Na Europa, o Euro STOXX 600, referência na União Europeia, estava em alta de 2,87% às 12h10 (de Brasília), refletindo o que também ocorria em Frankfurt (2,63%), Londres (1,78%), Paris (2,18%), Madri (2,94%) e Milão (2,83%).
As Bolsas dos EUA também subiam com a Nasdaq valorizando 0,55%, a Dow Jones ganhando 0,38% e a S&P 500 em alta de 0,36%.
O ouro era outro investimento que subia nesta terça, sendo vendido a US$ 5.228,59 (R$ 27,01 mil), alta de 2,45%, enquanto o bitcoin saltava 3,36%, a US$ 71,49 mil (R$ 369,31 mil)
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