Brasil

Prefeito flagrado com dinheiro em aeroporto: “R$ 500 mil não dá para comprar carro bom”

Metrópoles | 03/09/21 - 13h50 - Atualizado em 03/09/21 - 13h55
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Em entrevista à Rádio Gaúcha, o prefeito de Cerro Grande do Sul (RS), Gilmar João Alba (PSL), conhecido como Gringo, afirmou que R$ 500 mil “nem dá pra comprar um carro bom”. O gestor municipal portava essa quantia quando foi flagrado pela Polícia Federal, no aeroporto de Congonhas, em 26 de agosto. “Eu ando com esse dinheiro para uma eventual oportunidade de negócios. Como é declarado, e diz na Receita que é declarado, anda em qualquer parte do Brasil. Então, eu ando com meu dinheiro para onde eu quiser”, declarou o prefeito.

A quantia era transportada em caixas de papelão e foi descoberta durante uma inspeção por raio X. “Eu boto o dinheiro onde quiser: na caixa de papelão, no sapato. É meu. Não quer dizer que tudo o que eles dizem é verdade”, disse, quando questionado sobre a razão das caixas de papelão. O prefeito se recusou a responder com que finalidade usaria o dinheiro e ameaçou deixar a entrevista se a jornalista insistisse na pergunta. “Eu não sou obrigado a falar para vocês o que eu ia fazer com o meu dinheiro. Poderia até ser uma festa.”

Justiça - O caso fez com que senadores que integram a CPI da Covid-19 solicitassem ao presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM), que comunique o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre os indícios de financiamento de possíveis atos antidemocráticos previstos para serem realizados em Brasília, no feriado de 7 de Setembro.

O pedido partiu do senador Humberto Costa (PT-PE), que denunciou a recente apreensão, pela Polícia Federal, de R$ 505 mil no aeroporto de Congonhas (SP). “Temos indícios de que esse recurso viria para financiar esse ato contra a democracia, no dia 7 de setembro. Mas não somos nós que vamos investigar. Por isso, peço que envie ao ministro Alexandre de Moraes para que ele possa tomar as medidas cabíveis”, pontuou o petista.