Maceió

Prefeitura, CPRM e Defesa Civil se reúnem nesta sexta após laudo sobre o Pinheiro

Prefeito de Maceió afirmou que a reunião poderá apontar as áreas de risco no bairro do Pinheiro e em bairros próximos que possam ter sido atingidos pelas instabilidades do solo

Erik Maia com Rádio Pajuçara FM Maceió | 09/05/19 - 11h54 - Atualizado em 09/05/19 - 11h59
Rui Palmeira disse que vai a Brasília solicitar recursos para macrodrenagem do Pinheiro e região | Secom Maceió / Marco Antonio

Em entrevista exclusiva à Rádio Pajuçara FM Maceió o prefeito de Maceió, Rui Palmeira, afirmou que a reunião marcada para acontecer nesta sexta-feira (9) deverá servir de parâmetro inicial para orientar o Município sobre quais áreas deverão ser evacuadas e quais poderão de reocupadas nos bairros afetados pela movimentação de terreno iniciada em 2016.

Palmeira reforçou, durante entrevista concedida ao radialista Hélio Góes, no programa Pajuçara da Gente, com o apresentador Wilson Júnior, que a divulgação do laudo da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), confirmou as causas do afundamento e deve apontar com exatidão as áreas de risco no Pinheiro e região.

“Amanhã a gente começa essa discussão com a Defesa Civil Nacional, a CPRM e nossa Defesa Civil, para, num primeiro momento, evitar qualquer tipo de tragédia. Saber quais são as áreas de risco, o que precisa ser evacuado e o que pode ser reocupado”, afirmou.

O prefeito disse ainda que o Município começou a trabalhar no bairro para tamponar as fendas e fissuras abertas nas ruas e assim minimizar os efeitos causados pelo escoamento de águas pluviais.

“A gente não podia nem fazer o tamponamento das rachaduras a pedido da CPRM, mas agora, com o laudo, já estamos trabalhando no local para evitar danos causados pela drenagem, que quando acontece, a água passa levando muita areia, o que agrava essa situação”, explica.

Obras

Rui Palmeira informou que deverá ir a Brasília para pedir a liberação de recursos para a realização de macrodrenagem no bairro, além de outras obras estruturais. Além disso, o prefeito reafirmou que o município deverá pedir o ressarcimento à empresa apontada como causadora dos problemas, a Braskem.

“O município precisa de uma obra de macrodrenagem, que é cara. O projeto já está pronto e foi apresentado, no mês passado, ao Ministério do Desenvolvimento. Solicitamos agenda em Brasília onde iremos pedir recursos para realizar essas obras”.

Rui explicou que a Braskem também deverá ser cobrada, uma vez que foi apontada nos laudos da CPRM como causadora dos problemas devido ao desmoronamento de cavernas de extração de sal-gema.

“O poço que mais cedeu é o que está parado em 1987, então precisamos ouvir os especialistas, porque parar um poço, como vimos ontem na apresentação do laudo, não é um processo simples. Estamos procurando soluções de engenharia para o bairro, que não são baratas, mas a partir do momento em que temos a Braskem identificada como causadora, vamos cobrar dela o ressarcimento por essas soluções”, reafirmou.