A onda de elevação de tarifas feita pelo presidente argentino Mauricio Macri desde que entrou no poder no fim do ano passado chegou ao fim nesta sexta-feira (1) com a alta de mais três produtos.
A onda de elevação de tarifas feita pelo presidente argentino Mauricio Macri desde que entrou no poder no fim do ano passado chegou ao fim nesta sexta-feira (1) com a alta de mais três produtos. Foi anunciado pelo governo hoje um aumento dos combustíveis, da água e do gás residencial, em um plano de “transparência tarifária”, como chamou Macri.
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As altas começaram em fevereiro, quando a energia foi elevada 250% na média, sendo que em casos mais extremos a tarifa subiu 700%. Ontem foi a vez do valor das passagens de ônibus urbanos e ferrovias, que dobraram de preço. O governo já publicou no Boletim Oficial um novo quadro tarifário que triplica os valores atuais.
Com isso, a fatura média da Metrogas, a maior distribuidora do país, passou de 34 pesos (R$ 8,21) para 131 pesos (R$ 31,65), uma alta de 285%. O valor corresponde a um consumo de 34 metros cúbicos, com punições ou benefícios para quem ficar acima ou abaixo desse volume ou das suas próprias médias do ano anterior. Além da mudança, a fatura voltou a ser bimestral, com a possibilidade de dividir o valor em duas partes se o consumidor preferir pagar mensalmente.
Já a água, fornecida pela estatal AYSA, teve seu valor médio triplicado, com aumentos entre 216% e 375%. O quadro tarifário será determinado por regiões, mas como nos outros serviços, será mantida uma tarifa social se a família tiver renda inferior a 9.918 pesos (cerca de R$ 2.400). O impacto dos reajustes deverá ser sentido nos primeiros dias de maio, quando chegarão as primeiras faturas. Por fim, os combustíveis, por sua vez, sofreram reajustes menores, de 6% na média, mas, ao contrário da água, da luz e do gás, já estavam mais altos.
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