Manoel Ferro de Melo, acusado de assassinar a empresária Barbara Denise Folha de Oliveira, foi encontrado morto em sua cela na penitenciária de Tupi Paulista, onde estava preso desde sua entrega à polícia dois dias após o crime, ocorrido em janeiro.
Barbara, que mantinha um relacionamento conturbado com o suspeito por 18 anos, havia expressado medo e tentado se afastar dele, mas enfrentava ameaças constantes, o que levou à conclusão de que o crime foi premeditado.
A Secretaria da Administração Penitenciária iniciou um Procedimento Apuratório para investigar as circunstâncias da morte de Manoel, enquanto a Delegacia de Defesa da Mulher continua a apurar os detalhes do feminicídio e possíveis crimes adicionais relacionados ao caso.
O homem acusado de matar a empresária Barbara Denise Folha de Oliveira, de 34 anos, e colocar moedas nos olhos e boca dela em São Vicente, no litoral de São Paulo, foi encontrado morto dentro da cela onde estava preso na penitenciária de Tupi Paulista, no interior paulista. O corpo de Manoel Ferro de Melo, de 38 anos, foi localizado na sexta-feira, 3.
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O crime contra Barbara ocorreu em 20 de janeiro, na Rua Luiz Ferreira Saturnino, no bairro Samaritá. A mãe dela não conseguia contato e resolveu ir até o local, mas quando chegou, se deparou com a filha caída no chão.
Manoel Ferro foi preso dois dias depois, ao se entregar à Polícia, e estava detido desde então. Na época, ele afirmou às autoridades que introduziu as moedas no corpo da empresária para garantir a passagem dela para o mundo espiritual.
Ao Terra, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que a cela onde o corpo do acusado foi localizado era habitada só por ele. A perícia foi acionada para o local e os familiares foram avisados. A pasta abriu Procedimento Apuratório para apurar as circunstâncias da morte.
Suspeito de matar empresária
Em janeiro, o delegado Rogério Nunes Pezzuol afirmou à TV Tribuna que a partir do momento em que a polícia foi notificada, familiares e testemunhas foram ouvidos e relataram algumas informações sobre o relacionamento de Barbara com o suspeito.
Eles estavam juntos há 18 anos, mas há cerca de três, a vítima não queria estar com ele. No entanto, o suspeito sempre a ameaçava. Inclusive, antes do crime, a empresária havia mandado vídeos para a família em que pedia para que ele fosse embora. “Ele falava que não ia embora, que só saía de lá depois que matasse ela. Isso nos deu a certeza que ele seria o autor do delito”, explicou o delegado.
Pezzuol declarou que esse foi um dos crimes mais “horrendos” que já viu em sua carreira. Segundo o delegado, o suspeito afirmou que introduziu as moedas no corpo da empresária para garantir a passagem dela para o mundo espiritual.
“Ou seja, ele premeditou tudo aquilo que ele fez. A partir de agora, ele vai responder por feminicídio. Além disso, estamos aguardando o laudo necroscópico para saber se ele a machucou antes de matá-la ou se foi depois, para saber o crime que ele vai responder, pode ser tortura, pode ser vilipêndio ao cadáver, dentro outros crimes que estamos investigando ainda”, afirmou.
O caso estava sob investigação da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente.
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