Itamar Schülle sabe da pressão que é trabalhar no CSA. Logo após a eliminação para o CRB no Alagoano, ele e o elenco ouviram vaias e viram copos com líquidos serem arremessados na direção do grupo enquanto desciam para o vestiário.
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Antes da partida, durante a preleção final, alguns torcedores foram autorizados a entrar no vestiário para conversar com os jogadores. Segundo o treinador, em entrevista coletiva, possivelmente alguns dos que estiveram ali participaram dos arremessos após o apito final.
Schülle diz entender a insatisfação do torcedor, mas deixou claro que seguirá no cargo enquanto tiver o respaldo da diretoria e da torcida.
"Isso é normal. Eu vi que os mesmos que, às vezes, estavam no vestiário, foram os mesmos que nos jogaram água, mijo, os mesmos. A gente sabe disso. O torcedor está aqui e, daqui a pouco… é natural. Mas o meu melhor, como treinador, estou fazendo", disse.
'Ah, não serve para o CSA'. Aí a diretoria toma a decisão. Eu vou ficar aqui contrário ao que a diretoria acha, ao que os torcedores acham? Não. Vou ficar aqui de acordo com o que a direção entende e o que o torcedor espera", completou.
O treinador ressaltou, no entanto, que não tem como interferir diretamente nas ações dentro de campo.
A gente também não tem condição de entrar em campo. Não consigo entrar dentro de campo e fazer um passe. Ao invés de cruzar, passar no chão; ao invés de dominar, chutar de primeira. Eu não tenho essa condição. Quem tem é o próprio atleta, e neles eu confio. Passo confiança, dedicação e cuidado.
Eliminado nas semifinais do Estadual, o CSA já vira a chave para outra decisão. Nesta terça-feira (24), a equipe encara o Joinville, na Arena Joinville, às 19h, em jogo único pela segunda fase da Copa do Brasil. Para avançar à terceira fase, o time alagoano precisa vencer. Em caso de empate no tempo normal, a vaga será decidida nos pênaltis.
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