Adolescente de 13 anos foi ouvido pela Polícia Civil; caso ocorreu em sala com câmeras de monitoramento no Benedito Bentes
Um professor é investigado por injúria racial após comparar um aluno negro de 13 anos a um macaco durante uma aula em Maceió, com o caso sendo registrado por câmeras de monitoramento da sala. A situação gerou repercussão e está sendo apurada pela Polícia Civil de Alagoas.
O incidente ocorreu quando um estudante mostrou uma imagem de um chimpanzé e perguntou ao professor a quem o animal se parecia, levando o docente a apontar para o aluno. O adolescente relatou estar abalado e só aceitou retornar à escola após a informação de que o professor não daria mais aulas para sua turma.
A polícia está ouvindo outros alunos presentes na sala e o professor será intimado a prestar depoimento, com um prazo de até 30 dias para a conclusão do inquérito. A família do aluno também formalizou uma representação criminal contra o professor e busca responsabilização do colega que fez a pergunta.
Um professor é investigado por injúria racial após apontar um aluno negro de 13 anos como “semelhante” a um macaco durante uma aula em uma escola no bairro do Benedito Bentes, em Maceió. O caso, que foi exibido no programa “Fique Alerta”, é apurado pela Polícia Civil de Alagoas e foi registrado por câmeras de monitoramento instaladas na própria sala de aula.
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De acordo com a investigação, um estudante mostrou ao professor a capa de um caderno com a imagem de um chimpanzé e perguntou com quem o animal se parecia. As imagens, que não têm áudio, mostram o docente apontando em direção ao adolescente. Segundo relato da vítima à polícia, o professor teria dito: “Parece com esse aqui”, indicando o colega.
O adolescente foi ouvido nesta semana na Central de Flagrantes e o inquérito foi instaurado pela delegada Rebeca Cordeiro. Segundo ela, o professor poderá responder por injúria racial e por discriminação com finalidade de entretenimento.
“As imagens mostram que, após o gesto, os alunos riem, enquanto a vítima permanece imóvel”, afirmou a delegada. O estudante relatou estar abalado e disse que só aceitou voltar à escola após ser informado de que o professor não daria mais aulas para a turma. A família informou à polícia que o docente teria sido afastado, informação que ainda deve ser oficialmente confirmada.
A polícia deve ouvir outros alunos que estavam na sala antes de intimar o professor para prestar depoimento. O prazo inicial para conclusão do inquérito é de até 30 dias.
A família do adolescente formalizou representação criminal contra o professor e informou que também buscará responsabilização do aluno que levou o caderno e fez a pergunta ao docente. Como se trata de menor de idade, eventual procedimento será acompanhado por delegacia especializada.
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