Com a proximidade do Carnaval, cresce a busca por soluções rápidas para emagrecimento, mas especialistas alertam que métodos apressados podem prejudicar a saúde e não são eficazes a longo prazo.
O médico Djairo Araújo destaca que o emagrecimento saudável é gradual e que práticas comuns, como dietas restritivas e treinos intensos, podem levar a reações adversas do corpo, como perda de massa muscular e efeito rebote.
Araújo recomenda que, em vez de buscar resultados imediatos, as pessoas foquem em melhorar hábitos de saúde de forma sustentável, enfatizando que o verdadeiro emagrecimento requer tempo e um plano contínuo, não apenas uma solução pontual para o Carnaval.
Com a proximidade do Carnaval, cresce a busca por soluções rápidas para emagrecer. A pergunta “ainda dá tempo?” se repete em consultórios, academias e nas redes sociais, mas especialistas alertam que o corpo humano não responde a prazos impostos pelo calendário — e tentar acelerar esse processo pode trazer riscos à saúde.
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O médico Djairo Araújo, especialista em Nutrologia e Medicina Esportiva, explica que a ciência estabelece limites claros para o emagrecimento saudável, que costuma ocorrer de forma gradual. “O corpo entende a pressa como ameaça. Quanto mais radical o método, maior a chance de o metabolismo reagir contra, com perda de massa muscular, queda do gasto energético e efeito rebote”, afirma.
Segundo o especialista, o erro mais comum do chamado “Projeto Carnaval” é tratar o emagrecimento como um evento pontual, concentrando em poucas semanas mudanças que deveriam acontecer ao longo do tempo. Dietas extremamente restritivas, treinos exaustivos, pouco sono, alto consumo de álcool e o uso inadequado de medicamentos são práticas frequentes nesse período. “O problema não é querer melhorar a aparência para o Carnaval, mas tentar resolver tudo às pressas, ignorando como o corpo funciona”, ressalta Djairo.
Sobre o uso de medicações para emagrecimento, o médico reforça que elas não funcionam como atalhos imediatos. “Medicamento não é botão de emergência pré-Carnaval. Ele faz parte de um plano terapêutico, não de uma corrida contra o relógio”, explica. O uso sem acompanhamento pode aumentar riscos como desidratação, náuseas, perda de massa magra e abandono precoce do tratamento.
Djairo também alerta para a confusão entre desinchar e emagrecer. Reduções rápidas no peso costumam estar ligadas à perda de líquidos e não à diminuição real de gordura corporal. “Desinchar não é emagrecer. Emagrecer de verdade envolve mudança metabólica, e isso não acontece em 15 ou 20 dias”, afirma.
Até o Carnaval, segundo o especialista, é possível melhorar hábitos, reduzir inchaço, ajustar alimentação, sono e treino, além de iniciar um cuidado estruturado com a saúde. “O Carnaval não precisa ser o fim da linha. Ele pode ser o ponto de partida certo para quem decide cuidar do corpo com consciência”, diz.
Para o médico, o melhor projeto é aquele que continua depois da festa. “Em medicina, o melhor projeto de verão é o que segue após a quarta-feira de cinzas. Saúde não tem prazo curto — tem processo”, conclui Djairo Araújo.
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