O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei que estabelece regras para acesso e permanência de torcedores nos estádios durante a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, incluindo a proibição de manifestações de opinião política nas arenas.
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O texto prevê que torcedores não poderão portar ou exibir cartazes, bandeiras, símbolos ou outros materiais com conteúdo considerado ofensivo ou discriminatório, abrangendo mensagens de caráter racista, xenófobo ou baseadas em preconceitos relacionados a raça, etnia, nacionalidade, gênero, idioma, religião, condição econômica, orientação sexual ou opinião política.
A proposta também veta a entoação de cânticos com esse tipo de conteúdo durante as partidas. De acordo com o projeto, o descumprimento das regras pode resultar na proibição de entrada ou na retirada imediata do torcedor do estádio. As medidas integram o conjunto de normas apresentado pelo governo para organizar a realização do torneio no país, incluindo diretrizes de segurança, operação dos estádios e definição de responsabilidades durante o evento.
Episódios anteriores de manifestações em estádios são citados como referência no debate público sobre o tema. Na abertura da Copa do Mundo de 2014, realizada em 12 de junho na Arena Corinthians, parte do público entoou xingamentos contra a então presidente Dilma Rousseff em diferentes momentos do evento, incluindo antes do início da partida e durante o intervalo.
Situações semelhantes foram registradas em outros jogos, como no Estádio do Maracanã, durante a cerimônia de encerramento, em um contexto marcado por manifestações populares iniciadas no país em 2013.
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