Quase 80% dos profissionais do direito usam IA com frequência, aponta levantamento

Publicado em 27/03/2026, às 09h43
Imagem meramente ilustrativa - Freepik
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Por João Pedro Abdo / Folhapress

O uso de ferramentas de inteligência artificial generativa entre profissionais do direito aumentou de 55% para 76% entre 2025 e 2026, conforme levantamento realizado por Jusbrasil, Trybe e ITS Rio em parceria com seccionais da OAB de vários estados. Essa mudança reflete uma transformação significativa na prática jurídica, com implicações para a eficiência e a produtividade na área.

A pesquisa, que ouviu mais de 1.800 profissionais, revelou que a redação de peças processuais é a principal atividade realizada com IA generativa, seguida por pesquisa jurídica e elaboração de pareceres. As áreas de direito civil e trabalhista são as mais representativas entre os participantes.

Os resultados indicam que 84% dos entrevistados perceberam uma economia de tempo, com 37% afirmando ter poupado mais de quatro dias de trabalho por mês. Além disso, 91% notaram uma melhora na qualidade do trabalho e 75% relataram um aumento no bem-estar profissional devido ao uso dessas ferramentas.

Resumo gerado por IA

A parcela de profissionais do direito que usam diária ou semanalmente ferramentas com inteligência artificial generativa cresceu de 55% para 76% entre 2025 e 2026. É o que aponta um levantamento feito pelo Jusbrasil, Trybe e ITS Rio em parceria com seccionais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Pernambuco e Espírito Santo.

Foram ouvidos mais de 1.800 estudantes, advogados e outros profissionais da área por meio de um formulário distribuído em canais digitais das seccionais e das outras instituições. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais, segundo o estudo.

Para 76% dos profissionais, a redação de peças processuais foi o principal trabalho desenvolvido com ferramentas de IA generativa. Pesquisa jurídica (59%), redação de pareceres e memorandos (58%) e análise e revisão de contratos (56%) aparecem em seguida.

As respostas para essa questão eram de múltipla escolha e, por isso, somam mais de 100%.
As principais áreas de atuação dos profissionais que responderam são o direito civil e processo civil (24%), direito do trabalho e previdenciário (17%) e direito da família e sucessões (11%).

Foram ouvidos, ainda, profissionais das áreas de atuação geral ou full service (8%), direito administrativo e gestão pública (7%), direito penal e processual penal (6%), direito empresarial, societário e fusões e aquisições (5%), direito do consumidor (4%), direito imobiliário (4%), direito tributário (3%) e direito digital (3%), entre outras.

O levantamento também analisou os impactos do uso das ferramentas nas horas de trabalho e no bem-estar dos profissionais.

A economia de tempo é citada por 84% dos participantes, e 37% relatam ter poupado mais de quatro dias de trabalho por mês. A melhora técnica no trabalho desempenhado é mencionada por 91%, enquanto 75% dizem que o uso das ferramentas melhorou o bem-estar profissional.

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